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Educação07/12/2017 | 07h30Atualizada em 07/12/2017 | 07h30

Resultados de Blumenau pioram em avaliação de alfabetização

Embora entre os melhores em SC, resultado de Blumenau na Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA) caiu na última edição

Resultados de Blumenau pioram em avaliação de alfabetização Luís Carlos Kriewall Filho/Especial
A cada 10 crianças de oito anos matriculadas, em média três têm dificuldades para ler e fazer contas Foto: Luís Carlos Kriewall Filho / Especial

Entre cada 10 crianças com oito anos de idade matriculadas na rede pública de ensino em Blumenau, em média três não têm habilidades suficientes em leitura ou matemática de acordo com o Ministério da Educação. Um cenário mais favorável se comparado ao nacional, em que mais da metade das crianças dessa idade ainda não sabe ler ou fazer contas direito, ou ao de Santa Catarina, onde o índice é de quatro entre cada grupo de 10 estudantes. Os dados são da nova edição da Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA), divulgada pelo MEC com base na Prova Brasil do ano passado e aplicada para todos os alunos do terceiro ano do ensino fundamental das escolas públicas municipais e estaduais para analisar as habilidades em leitura, escrita e matemática.

Embora Santa Catarina tenha alcançado o segundo melhor resultado do Brasil – atrás apenas de Minas Gerais – e Blumenau seja um dos destaques no Estado – com resultados superiores às outras principais cidades catarinenses (veja a tabela) –, o índice acendeu um alerta para os responsáveis pela educação no município. Em relação à última edição da ANA, os alunos blumenauenses tiveram resultados piores em leitura e matemática, com 26% dos estudantes avaliados com desempenho insuficiente. Em escrita o número foi bem melhor, com apenas 8,4% abaixo do desejável pelo MEC.

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Planos de ação na rede pública

Com os resultados em mãos, a Secretaria de Educação de Blumenau se debruça sobre o desempenho de cada unidade de ensino para traçar planos de ações para 2018 e tentar entender por que a cidade piorou na avaliação.

– Em Blumenau, na rede pública municipal temos uma meta de que todas as crianças estejam alfabetizadas até o fim do segundo do ano, enquanto em nível nacional, de forma geral, a diretriz é até o fim do terceiro ano. Então, muitas vezes crianças que chegam na rede municipal vindas de outras cidades ou redes estão em outro ritmo. Estamos analisando as escolas que receberam novos alunos e que tiveram queda nos resultados para fazer comparativos e atender a todos os estudantes da mesma forma – analisa a diretora de programas e projetos integrados da Secretaria de Educação, Simone Janice Bretzke Probst.

Além de outros dados, provas e índices, o resultado de Blumenau na avaliação nacional, segundo a prefeitura, vai ajudar a nortear as ações nas unidades em 2018. O trabalho deve passar ainda, segundo a coordenadora curricular dos anos iniciais da prefeitura, Cleide Teresinha Machado de Jesus, pela formação dos professores.

"Temos políticas públicas, mas poucas de leitura"

Se muitas crianças teoricamente sabem ler, mas tropeçam na interpretação e na hora de entender efetivamente o que leram, o contato com diferentes formas de escrita e texto é indispensável na visão de estudiosos. Doutora em educação e especialista em educação infantil, a professora Sandra Cristina Vanzuita da Silva avalia que o resultado negativo das crianças na leitura escancara a falta de políticas públicas voltadas para essa formação:

– Temos muitas políticas de alfabetização, mas poucas de leitura. Faltam bibliotecas públicas e de escolas – considera. 

Na avaliação da professora, resultados de avaliações como a do MEC contribuem para melhorar os índices, a partir de análises minuciosas sobre a prova, os professores, os alunos e até as condições de cada escola.

– O resultado às vezes não quer dizer que a criança não aprendeu, mas que ela não sabe aquilo que foi perguntado. A professora pode ter trabalhado de uma forma diferente, por exemplo – avalia Sandra, que ressalta que se o município percebe um problema com as crianças que chegam de outras redes é necessário investir em nivelamento dos estudantes.

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