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Saúde22/01/2018 | 07h34

Busca por vacina contra febre amarela aumenta nos ambulatórios em Blumenau

Vigilância Epidemiológica orienta que somente pessoas que vão viajar para áreas com registro da doença tomem a vacina agora

Busca por vacina contra febre amarela aumenta nos ambulatórios em Blumenau Patrick Rodrigues/Jornal de Santa Catarina
Locais que vinham aplicando até 30 vacinas por dia chegaram a romper a marca das 100 aplicações diárias na última semana Foto: Patrick Rodrigues / Jornal de Santa Catarina

 Embora nenhuma cidade do Vale do Itajaí esteja no mapa de municípios com recomendação para a vacina contra a febre amarela divulgado pelo Ministério da Saúde, a procura pela vacina se intensificou na região na última semana. Motivados pelos casos em outros Estados do país – principalmente Rio de Janeiro e São Paulo – e pela suspeita de uma morte por febre amarela em Gaspar na quarta-feira, moradores de Blumenau correram aos ambulatórios em busca da vacina, apesar de nenhum caso ter sido notificado na cidade até agora. 

Somente no Ambulatório Geral do Centro, na Rua República Argentina, até sexta-feira já havia sido aplicado quase um terço do número de vacinas do ano passado inteiro. Em 2017 foram utilizadas 1.658 doses da febre amarela, enquanto nos primeiros dias de janeiro até sexta-feira a equipe já havia aplicado 450 vacinas. Somente na sexta, o dia mais movimentado até então, foram cerca de 120 aplicações. 

– Ainda não aconteceu de algum ambulatório ficar sem as vacinas, mas a procura tem sido muito grande e às vezes a cota no AG termina, mas temos mais no estoque da vigilância epidemiológica. Em alguns pontos da cidade a procura quase triplicou nos últimos dias e isso não tem necessidade. A orientação é que só tome a vacina da febre amarela quem realmente vai viajar para algum local com incidência. Não temos nenhum registro em Blumenau, na região ou em Santa Catarina. Não precisa dessa correria – destaca a gerente da Vigilância Epidemiológica de Blumenau, Rosana Benvenutti. 

Os sete ambulatórios gerais do município – Velha, Escola Agrí- cola, Centro, Badenfurt, Fortaleza, Itoupava Central e Garcia – registraram um movimento atípico pela imunização. Conforme relato de funcionários procurados pela reportagem, AGs que vinham aplicando entre 20 e 30 vacinas por dia, chegaram a romper a marca das 100 aplicações.

Nos ambulatórios, equipes responsáveis pela vacinação têm perguntado aos pacientes se eles vão viajar para alguma área com risco da febre, mas os funcionários destacam que muitas pessoas pedem a vacina de qualquer jeito, mesmo sem viagem marcada. Blumenau não está em uma região considerada delicada pelo Ministério da Saúde.

– Só deve se vacinar quem for se deslocar para área de recomendação de vacina. No momento, nós não temos a transmissão de febre amarela no Estado – alertou a gerente de imunização da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de SC (Dive-SC), Vanessa Vieira da Silva, em entrevista à NSC TV. 

Vacinação ocorre até as 13h nos AGS 

A vacina da febre amarela está disponível nos sete Ambulatórios Gerais de Blumenau e não é necessário marcar horário, mas a aplicação é feita somente até as 13h. A medida é para que se evite o desperdício, pois cada frasco tem cinco doses e não pode ficar aberto por muitas horas. 

Entre os pacientes que procuraram o AG do Centro na sexta-feira, o blumenauense Alexandre Ribeiro, de 36 anos, conseguiu uma das últimas doses do dia. Com viagem marcada para o Rio de Janeiro, ele aproveitou para colocar outras vacinas em dia e aplicar a da febre amarela.

– Acompanhei todas as notícias e achei importante fazer a prevenção, seguir a recomendação. Se não fosse pela viagem eu não iria tomar a da febre amarela, pois aqui não precisa, deixaria para outra hora – conta.

Dive investiga casos suspeitos no Estado 

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de SC (Dive) registrou do dia 1º de janeiro até a última quinta-feira cinco casos suspeitos de febre amarela no Estado, que estão sob investigação. Segundo o órgão, todos os pacientes tiveram deslocamento para áreas com transmissão fora de Santa Catarina e aguardam resultado laboratorial. Duas pessoas morreram: uma moradora de Gaspar e um homem de Lajeado Grande. Os exames são realizados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) do Paraná, laboratório de referência em febre amarela para Santa Catarina, e os resultados podem levar até 20 dias para a liberação. 

Ainda segundo a Dive, até quinta-feira quatro macacos foram identificados com sintomas da doença, porém, a coleta foi feita em três deles e ainda aguardam investigação. Por viverem no mesmo ambiente que os mosquitos transmissores em área silvestre, os macacos são os primeiros a adoecer alertando para possível circulação do vírus da febre amarela naquela região.

*Colaborou Augusto Ittner 

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