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Eventos astronômicos01/01/2018 | 13h30Atualizada em 01/01/2018 | 13h30

Primeiro dia de 2018 terá superlua

Superlua azul e Lua de Sangue são outros fenômenos interessantes neste início de 2018 para quem gosta de observar planetas, estrelas e o nosso satélite natural

Primeiro dia de 2018 terá superlua Maria Helena Batista/Arquivo Pessoal
Foto: Maria Helena Batista / Arquivo Pessoal

Once in a blue moon. É uma expressão em língua inglesa usada para fazer referência a eventos que costumam acontecer muito de vez em quando. Como, por exemplo, promover uma limpeza geral nas gavetas e prateleiras de casa, ou separar todas as roupas que você já não usa mais para doação. Traduzida literalmente, significa algo como "uma vez por Lua Azul". A ideia é relacionar o fenômeno, esporádico, a situações do dia a dia que também não acontecem com muita frequência.

Se usássemos a expressão por aqui, 2018 poderia ser visto como ideal para colocar em prática aqueles compromissos que vêm sendo adiados há algum tempo. Isso porque o ano terá, logo em janeiro, uma Lua Azul — quando duas luas cheias são registradas no mesmo mês. Na noite do dia 1º para 2 de janeiro, teremos a primeira lua cheia do ano. Ela será, aliás, também uma "superlua" — maior e mais brilhante que o satélite normalmente aparenta estar nessa fase.

— Embora não seja uma expressão considerada "científica", superlua é uma lua cheia que coincide aproximadamente com o perigeu lunar, isto é, a menor distância da lua à Terra — explica o astrônomo Luiz Augusto L. da Silva, professor do curso de Licenciatura em Física da Unisinos.

Mas se estar no ponto mais próximo da Terra em sua trajetória e, ao mesmo tempo, na fase cheia significa que logo na segunda noite do ano teremos uma "superlua", onde é que entra a Lua Azul? Esse fenômeno acontece quando uma segunda lua cheia ocorre no mesmo mês. E, em janeiro, essa fase será novamente visível no dia 31, de novo com a lua em seu perigeu — portanto, também outra "superlua". Se quiser, pode também chamá-la de "Superlua Azul". O satélite não chega a mudar de cor, a ficar mais azulado, nada disso. O que há, então, de especial? Bem, ela parecerá, pela segunda vez no mês, um tanto maior e mais brilhante... mas o fenômeno não é muito mais que a incomum coincidência que motiva a tal da expressão, utilizada principalmente na América do Norte.

Agora, há algo realmente raro envolvendo a chamada Lua Azul em 2018. É que ela não será a única do primeiro trimestre: também março terá duas luas cheias — que não serão, porém, "super". Só daqui a quase duas décadas, em 2037, conforme cálculos do site especializado earthsky.org, teremos novamente uma Lua Azul em janeiro e outra em março.

Fenômenos do verão

E esses não serão os únicos fenômenos astronômicos do verão. Ainda em janeiro, também no dia 31, haverá um eclipse lunar total, que ocorre quando a lua está entre a Terra e o Sol. E, dessa vez, o satélite deverá, sim, "assumir" outra cor. Graças à refração da luz do Sol, a lua fica notavelmente vermelha, o que garante a essa ocasião o nome "lua de sangue". Não será possível, porém, enxergá-la assim, colorida, do Brasil: o fenômeno será visível presencialmente apenas na Ásia, Austrália, Oceano Pacífico e no oeste da América do Norte.

Também em janeiro — mês cheio para quem gosta de astronomia —, aqueles que olharem para o céu bem cedinho, por volta das 5h, poderão ver uma aparente aproximação entre Júpiter e Marte. Ao olhar em direção ao Leste (vale conferir a bússola do seu celular, ou observar de que lado o Sol aparece ao raiar do dia) durante a primeira quinzena de janeiro, o maior planeta do Sistema Solar e o gigante vermelho estarão diariamente mudando sua posição um em relação ao outro.

— Será um dos eventos mais interessantes desse início de ano — comenta o técnico do Laboratório de Astronomia da Faculdade de Física da PUCRS, Marcelo Bruckmann.

Destaque para o domingo, dia 7, quando ocorrerá a maior proximidade de Júpiter e Marte para quem os vê daqui. Depois disso, os dois planetas vão lentamente se afastando um do outro, e na madrugada de quinta-feira (11), outra interessante coincidência: a lua, em fase minguante, passará por perto dos planetas, formando um "triângulo" com eles. Para entender quem é quem nessa geometria astronômica, atenção: Júpiter é o ponto mais brilhante e amarelo, e Marte tem brilho menor.

Para fechar o calendário espacial de verão, em fevereiro será possível observar um eclipse parcial do Sol. No fim de tarde do dia 15, quando o astro estiver se pondo, a partir das 19h47min no Rio Grande do Sul, a Lua vai começar a encobrir o Sol. No Estado, o tempo de observação será curto: encerra-se às 20h09min, quando o astro se põe com 4,2% da área de seu disco eclipsada. Para todos esses fenômenos, vale torcer por céu limpo e tempo seco, que garantirão mais chances de conferir o que o céu prepara para este verão.

JANEIRO

"Superlua Azul"

Quando duas luas cheias ocorrem no mesmo mês, temos a chamada Lua Azul. Ela não muda de cor: o fenômeno se refere apenas à incomum coincidência de essa fase acontecer duas vezes ao longo de 31 dias. Para ver o fenômeno, não tem mistério: é só olhar para a lua no céu.

Aproximação entre Júpiter e Marte

Na primeira quinzena de janeiro, por volta das 5h, será possível conferir um aparente aproximação entre Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar, e Marte, o popular "planeta vermelho". A maior proximidade entre os planetas será no dia 7; no dia 11, a lua minguante se junta a eles, formando um triângulo no céu. Para conferir o evento, olhe para o Leste, procurando os planetas Júpiter (um ponto mais brilhante e amarelo) e Marte (um ponto próximo, com brilho menor).

Eclipse lunar total

Acontecerá na noite de 31 de janeiro, quando a lua estará entre a Terra e o Sol. Não será possível, porém, observar a Lua de Sangue do Rio Grande do Sul: ele apenas será visível na Ásia, Austrália, Oceano Pacífico e no oeste América do Norte.


FEVEREIRO

ciência, eclipse, solar, kuwaitA Kuwaiti man makes the outline of a heart with his fingers to encompass a partially solar eclipse at Souq Sharq Marina in Kuwait City on November 3, 2013. A rare solar eclipse will sweep across parts of Africa, Europe and the United States as the moon blocks the sun either fully or partially, depending on the location. AFP PHOTO/YASSER AL-ZAYYAT
Que tal um fim de tarde diferente, com um pôr do sol eclipsado?Foto: Yasser Al-Zayyat / AFP

Eclipse parcial do Sol

Ocorre quando a lua fica entre a Terra e o Sol e oculta parcialmente a sua luz. Para quem estiver no Rio Grande do Sul, será visível em 15 de fevereiro, das 19h47min às 20h09min (horário de verão). Mas não olhe diretamente para o Sol sem proteção adequada.


MARÇO

 A Superlua em Caxias do Sul foi o tema da fotografia do cirurgião-dentista  Claudio Cesar Bossardi
A Luz Azul não é nada diferente de uma lua cheia comumFoto: Claudio Cesar Bossardi / Arquivo pessoal

Mais uma Lua Azul

A segunda Lua Azul do primeiro trimestre acontece às 9h37min do dia 31 de março, depois de o mês registrar sua primeira lua cheia no dia 1º, às 21h51min. Serão, assim, quatro luas cheias — e duas Luas Azuis — em apenas três meses em 2018.


Superlua da próxima segunda-feira será a maior e mais brilhante em quase 70 anos

 

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