Sistema de alerta por SMS da Defesa Civil supera primeiro teste com eventos climáticos - Geral - Jornal de Santa Catarina

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Prevenção de desastres20/01/2018 | 05h05Atualizada em 20/01/2018 | 05h05

Sistema de alerta por SMS da Defesa Civil supera primeiro teste com eventos climáticos

Nas últimas duas semanas, quando as chuvas foram intensas no Estado, em média 35 mensagens de texto foram enviadas diariamente para pelo menos 400 mil celulares

Sistema de alerta por SMS da Defesa Civil supera primeiro teste com eventos climáticos Marco Favero/Diário Catarinense
Chuvas ameaçaram a vida de moradores como este, em Blumenau Foto: Marco Favero / Diário Catarinense

Em funcionamento desde outubro do ano passado, o serviço de alerta por SMS da Defesa Civil em Santa Catarina foi colocado à prova pela primeira vez nas últimas duas semanas. Nesse período de chuvas intensas de verão, em média 35 mensagens de texto foram enviadas diariamente para pelo menos 400 mil aparelhos móveis cadastrados, e a previsão é de atingir 1 milhão de endereços na base de dados de emergência até o fim do ano. Ajustes ainda são necessários, mas a avaliação inicial feita pelos responsáveis pelo sistema e por especialistas em gestão de riscos de desastres já é positivo.

O secretário de Estado da Defesa Civil, Rodrigo Moratelli, explica os refinamentos que devem ser feitos após a primeira crise meteorológica desde que o serviço de alertas por SMS foi disponibilizado para todo o Estado. Ele salienta que a intenção é melhorar o texto da mensagem, levando cada vez mais em consideração as diferenças dos terrenos em cada localidade (por meio de planos municipais de contingência), além de tornar mais ágil o envio dos torpedos. 

— Estamos contentes, porque é algo que pleiteamos desde 2014, mas sabemos que há o que melhorar. Entre disparo e recebimento, está havendo um atraso na informação, que em alguns casos chega a até quatro horas. Também é um desafio, em 130 caracteres, despertar a consciência de autoproteção nas pessoas, respeitando padrões internacionais de envios de alerta — salienta. 

Apesar de ser um pedido frequente da população, segundo o secretário, os SMS da Defesa Civil em SC não informam e nem irão informar a previsão do tempo, mas as possíveis consequências das condições meteorológicas, como inundação e deslizamento de terra decorrentes de um volume elevado de precipitação.

— Há uma má interpretação nesse sentido, porque o serviço de SMS não é para prever que vai chover 30 mm, mas para informar a situação que se coloca naquele momento — completa Moratelli. 

Outro aspecto que irá melhorar o serviço de alertas por mensagens de texto da Defesa Civil em SC é a junção dos serviços de monitoramento e alerta, meteorologia, hidrometeorologia, geologia, mapeamento de áreas de risco, planos de contingência e ações emergenciais, gestão de crise e respostas a desastres em torno do Centro Integrado de Gestão de Riscos e Desastres (Cigerd), cujo prédio está na reta final de construção, na parte continental de Florianópolis. Inicialmente anunciada para o fim de 2016, a inauguração foi adiada para janeiro de 2018 e, agora, para 15 de março. A justificativa do governo é de atraso na obra e na reforma administrativa, que garantirá as equipes que atuarão no local. 

Nessa mesma data, a Defesa Civil pretende lançar um aplicativo para celulares iOS e Android que também enviará alertas com base em georreferenciamento. A ferramenta une-se ao serviço de SMS, às redes sociais e ao site do órgão estadual na estratégia de proteção à sociedade. 

 FLORIANÓPOLIS, SC, BRASIL, 23-08-2017 - Novo prédio da Defesa Civil, em Florianópolis. Foto para a coluna Visor.
Cigerd em obras no segundo semestre do ano passadoFoto: Felipe Carneiro / Agencia RBS

Alertar sem banalizar

Uma sinergia maior entre Epagri/Ciram, que responde pela meteorologia do Estado, e Defesa Civil é vista com bons olhos pelo presidente da Associação Catarinense de Meteorologia (Acmet), Mário Quadro, que lembra que atualmente, os dois órgãos trabalham em locais diferentes: um no Itacorubi e outro em Capoeiras, ambos na Capital. 

— É preciso afinar a informação meteorológica com o alerta de desastre, porque nós temos nomenclaturas e a Defesa Civil tem outras. Então a linguagem entre as fontes e o cidadão deve ser clara. Às vezes, há uma enxurrada de alertas, emitidos por órgãos distintos, e a população acaba se confundindo — opina. 

Na concepção de Moratelli — que na última semana mudou o padrão de alerta do serviço de SMS, passando também a enviar avisos, menos perigosos, devido ao encharcamento do solo e, consequentemente, a uma maior propensão a desastres ambientais — só existe banalização de alertas de desastres naturais quando a plataforma é utilizada para outras finalidades. 

— Prefiro emitir o alerta do que não emitir nada. No Japão, por exemplo, que tem o serviço há 10 anos, a cada 10 alertas, só sete se materializam, sendo que quatro chegam antes e três depois. É uma superinformação ao usuário, na intenção de prestar um serviço — justifica o secretário de Estado da Defesa Civil. 

Essa também é a opinião do geógrafo e professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Daniel Parizoto, que ratifica a iniciativa, mas acrescenta que as mensagens precisam ser mais certeiras para serem levadas ainda mais a sério pela população. 

— Se eu cadastro o meu CEP, eu devo receber informações sobre o meu CEP. É um desafio técnico atingir a população de determinado morro ou encosta. As pessoas também precisam ser educadas para ficar em alerta toda vez que for emitida uma mensagem. Por mais que pareça que nos últimos dez alertas nada aconteceu, um alerta não é dado à toa. O alarme é muito importante, mas a educação para que se saiba interpretá-lo e o que fazer é ainda mais. Falta investimento nessa parte, que começa, inclusive, em sala de aula — analisa o especialista em gestão de risco de desastres. 

 FLORIANOPOLIS, SC, BRASIL, 18.10.2017: Novo prédio da Defesa Civil em Florianopolis. (Foto: Diorgenes Pandini/Diário Catarinense)
Central de monitoramento vai unificar trabalho em torno da prevenção de desastres ambientaisFoto: Diorgenes Pandini / Diário Catarinense

Como receber alertas da Defesa Civil por SMS?

CADASTRO

Para receber notificações de emergência, basta cadastrar o CEP que deseja ser monitorado. Envie um SMS com o CEP (com ou sem hífen ou espaço) para 40199. Quem já possui cadastro, não precisa se registrar novamente. Para incluir novo CEP, basta repetir o procedimento. O serviço é gratuito. 

CONSULTA

Para consultar um CEP cadastrado, o usuário deverá enviar a mensagem "consultar" para o número 40199. O usuário receberá mensagem avisando se existe ou não algum CEP cadastrado para aquele número de celular. 

CANCELAMENTO

Considerando que o usuário poderá ter mais de um CEP cadastrado, caso ele queira cancelar o cadastro em um CEP específico, basta ele enviar a mensagem "sair" seguida do CEP (com ou sem hífen) que deseja cancelar o cadastrado para o mesmo número do cadastro.

Caso ele envie a mensagem "sair" e não informe o CEP, o sistema irá alterar o status de todos os registros contidos na Base de Dados de Emergência do usuário correspondente para "cancelado". Se o usuário seguir qualquer um dos passos descritos acima e tenha o CEP cadastrado, ele receberá a seguinte mensagem: "Cancelamento com sucesso do CEP 00000000. Para cancelamento de outros CEPs vinculados a este número, refaça o procedimento".

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Confira o funcionamento do serviço de alerta por SMS da Defesa Civil em SC

 

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