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Centro vivo27/02/2018 | 09h56Atualizada em 27/02/2018 | 09h56

Plano de entidades prevê ações para revitalizar a região central de Blumenau

Mais de 300 comerciantes estão envolvidos na proposta

Plano de entidades prevê ações para revitalizar a região central de Blumenau Patrick Rodrigues/Jornal de Santa Catarina
Foto: Patrick Rodrigues / Jornal de Santa Catarina

 Atender expectativas da população voltadas ao comércio e lazer é o foco de uma proposta dos sindicatos do Comércio Varejista de Blumenau (Sindilojas), da Habitação de Blumenau e Região (Secovi) e da Indústria da Construção de Blumenau (Sinduscon). O Centro Vivo, como é chamado, começou a ser estudado em 2014, com um levantamento sobre as características da região e o que poderia ser aprimorado para oferecer aos cidadãos um espaço revitalizado, com um comércio fortalecido e atrativo para o cidadão.

Pesquisa do Projeto Focus, desenvolvida por alunos dos cursos de Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Matemática da Furb em outubro de 2017, focada em mobilidade urbana, apontou receptividade dos cidadãos para inciativas como o fechamento da Rua XV de Novembro aos fins de semana ao fluxo de veículos. De acordo com o levantamento, 70% dos 550 entrevistados são a favor da medida.

Paulo Nicoletti, que coordena o grupo de mais de 300 comerciantes que hoje estão envolvidos na proposta do Centro Vivo, diz que muitas medidas implantadas nos últimos anos são frutos do conceito defendido por eles e estão ligadas a uma articulação com o poder público. O Calçadão Brueckheimer, aponta ele, é um bom exemplo e outras ações do gênero seguem em debate, como a obra de revitalização da Rua Curt Hering, que será tema de reunião no próximo mês entre prefeitura e comerciantes da via, para discutir detalhes da proposta. Pelo projeto, as calçadas serão alargadas e ganharão mobiliário urbano, como bicicletários, bancos e lixeiras, sem a interrupção do fluxo de veículos.

Assim como no Calçadão Brueckheimer, a revitalização da Curt Hering se dará com parceria. Conforme noticiado pelo colunista Pancho (Santa, 30 de janeiro), os R$ 480 mil de uma emenda do senador Dalirio Beber (PSDB) que seriam destinados à obra entraram nos cortes que o governo federal fez no orçamento da União. O secretário Municipal de Desenvolvimento Urbano, Ivo Ronald Bachmann Junior, explica que o município tenta buscar os recursos com o Ministério do Turismo, por meio do Programa de Infraestrutura Turística. Conforme o projeto cadastrado, a administração municipal tenta garantir cerca de R$ 2,5 milhões para tirar a obra do papel. Os comerciantes, donos de imóveis e concessionárias de serviços públicos devem auxiliar com contrapartida e drenagem.

Para os comerciantes, as iniciativas são bem-vindas. Elza Maria Zancanaro Esmeraldino, que tem uma loja na Rua Curt Hering, está na expectativa da revitalização da via e se diz disposta a ampliar o horário de atendimento, se necessário, para atender a demanda.

Na Rua XV de Novembro, a ideia é manter os veículos e utilizar um conceito conhecido por trânsito acalmado, que prioriza a ampliação de calçadas e permite o tráfego em velocidade reduzida.

Praça cultural e novas vagas de estacionamento

Outra ideia do grupo é a criação da Praça Cultural, unindo desde o jardim do Teatro Carlos Gomes até o prédio onde atualmente estão instalados os artesãos da cidade. A intenção é construir uma grande praça arborizada e um prédio para abrigar estruturas administrativas que hoje estão no local. O espaço seria utilizado para eventos e exposições.

De acordo com o coordenador do grupo, Paulo Nicoletti, a ideia é criar estacionamentos subterrâneos na região da prefeitura e do Teatro Carlos Gomes.

Tendências de grandes centros mundiais 

A iniciativa é vista com bons olhos pela arquiteta Carla Cíntia Back. Para ela, que coordena o curso de Arquitetura e Urbanismo da Furb, as propostas seguem uma tendência de grandes centros mundiais que revitalizaram espaços importantes priorizando o bem-estar e a convivência das pessoas. No Brasil, a professora aponta Curitiba como um exemplo, que pode servir de referência para Blumenau.

Carla acredita que a ideia das entidades pode ser um embrião para futuramente ser expandida a toda a cidade. Para a arquiteta, pequenos espaços nos bairros, próximos de áreas com grande fluxo de pessoas como escolas e unidades de saúde, podem ser revitalizados para oferecer à comunidade espaços agradáveis de lazer.

– Por uma questão de justiça social, essas iniciativas devem ser levadas também aos bairros, onde geralmente há menos infraestrutura. E nem sempre essas ações exigem grandes investimentos – justifica Carla, na defesa de que o município utilize as chamadas Operações Urbanas Consorciadas, previstas no Estatuto da Cidade e que possibilita intervenções feitas pela iniciativa privada e até pela comunidade, com a coordenação do poder público.

Para o secretário Municipal de Desenvolvimento Urbano, Ivo Ronald Bachmann Junior, o Calçadão Brueckheimer e a futura revitalização da Curt Hering são exemplos de um trabalho alinhado, que poderá ser estendido para outras vias do município, como a Rua Padre Jacobs, que segundo Bachmann já tem interessados em revitalizá-la.

- Precisamos valorizar o Centro e criar qualidade para quem desfruta desse espaço. O mesmo deve ocorrer com a requalificação das ruas dos bairros – afirma o secretário. 

A PROPOSTA

 O projeto do Centro Vivo foi concebido por uma empresa contratada pelas entidades de classe comercial. O arquiteto responsável, Renato Jügle, conta que a ideia é dividida em três eixos: moradia, comércio e lazer. Cada um com uma frente de trabalho diferente e ações articuladas entre os comerciantes e poder público, algumas por meio de parceria público-privada.

Moradia: segundo o levantamento feito pela empresa em 2014, existem 1,7 mil moradores no Centro de Blumenau. A ampliação desse número geraria um fluxo maior de pessoas trafegando pelas principais vias da cidade e dando à região mais movimentação. O plano diretor neste cenário teria o papel de incentivar a construção de novas moradias, propondo que elas tenham boulevards, tornando os espaços mais agradáveis, segundo Jügle.

Comércio: o coordenador do grupo, Paulo Nicoletti, afirma que os empresários estão cientes de são que necessárias mudanças para tornar o comércio da região mais atrativo. Um processo exige apoio para a quebra de uma resistência de comerciantes em ampliar o horário de atendimento.

Lazer: a oferta de espaços públicos é uma das reivindicações da comunidade. A proposta do Centro Vivo é ter ao menos três pontos de promoção cultural. O primeiro seria o Centro Cívico. O segundo seria o Centro Histórico, região onde há os museus no Centro da Cidade. Nesse a proposta é integrar os equipamentos públicos de cultura existentes e dar fluidez às pessoas paA PROPOSTA 

 

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