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Mercado de trabalho01/02/2018 | 19h04Atualizada em 01/02/2018 | 19h12

SC é o segundo Estado que mais emprega imigrantes

Ministério do Trabalho aponta que Estado tinha 14,3 mil trabalhadores formais vindos de outros países em 2016, atrás apenas de São Paulo, com 43,1 mil

SC é o segundo Estado que mais emprega imigrantes Marco Favero/Agencia RBS
Haitianos respondem por 52% dos trabalhadores estrangeiros em SC Foto: Marco Favero / Agencia RBS

Dos 115,9 mil imigrantes que trabalhavam formalmente no Brasil em 2016, 14,3 mil, ou 12% deles, estavam em Santa Catarina. O Estado só perde para São Paulo (43,1 mil) em número de estrangeiros empregados. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira pelo Ministério do Trabalho, com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2016, a mais recente. 

Quase metade desses trabalhadores imigrantes (52,9%) no Estado são haitianos, seguidos por argentinos (7,5%) e paraguaios (6%). No restante do país, os haitianos também respondem por boa parte dos vínculos, porém com um percentual bem abaixo do registrado em SC: 22,5%.   

O coordenador substituto da Coordenação Geral de Imigração do Ministério do Trabalho, Luiz Alberto Matos dos Santos, explica que o grande fluxo dos haitianos foi para a região Sul, principalmente Santa Catarina, onde eles trabalham na criação, trato e abate de animais e na indústria ligada à área da alimentação.  

Em segundo lugar na lista dos trabalhadores vindos de outros países para o Brasil estão os portugueses, com 9.088 vínculos. Em SC, no entanto, eles aparecem na quinta posição entre as nacionalidades mais comuns. 

O perfil dos imigrantes no mercado de trabalho brasileiro é diferente conforme a nacionalidade. Enquanto os trabalhadores dos três principais países latino-americanos e os do Haiti têm maioria na faixa etária que vai dos 30 aos 39 anos, a maior parte dos portugueses tem entre 50 e 64 anos.

A escolaridade também tem particularidades. Os haitianos são os com menos formação.  Cerca de 10,58 mil possuem ensino médio completo e há mais pessoas analfabetas dos que com ensino superior, diz o Ministério do Trabalho. Já entre os portugueses, dos cerca de nove mil trabalhadores do país europeu no Brasil, quatro mil têm superior completo.

As vagas que eles preenchem nas empresas onde trabalham, no entanto, não são tão diferentes quanto às escolaridades. As ocupações de alimentador de linha de produção, faxineiro e cozinheiro, por exemplo, estão presentes e em número considerável entre os trabalhadores das cinco principais nacionalidades presentes no mercado de trabalho brasileiro. Ao mesmo tempo, há um grande número de médicos bolivianos contratados no Brasil, impulsionados principalmente pelo programa brasileiro Mais Médicos. 

 Apesar disso, os trabalhadores não brasileiros representam apenas 0,25% do total de empregados formais no Brasil. Em 2016, havia 46 milhões de pessoas vinculadas a alguma empresa no país, apenas 115,9 mil eram de nacionalidade estrangeira. Um grupo menor ainda, 8,4 mil, era naturalizado brasileiro. 

Cinco principais nacionalidades dos trabalhadores imigrantes em 2016:

Santa Catarina

Haitiana 7596
Argentina 1083
Paraguaia 874
Uruguaia 594
Portuguesa 265

Brasil

Haitiana 26.127
Portuguesa 9088
Paraguaia 7953
Argentina 7354
Boliviana 6427

Fonte: Ministério do Trabalho

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