Polícia Militar e Defesa Civil começam a desmobilizar bloqueio de caminhoneiros em Indaial - Geral - Jornal de Santa Catarina

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Paralisação30/05/2018 | 12h20Atualizada em 30/05/2018 | 16h57

Polícia Militar e Defesa Civil começam a desmobilizar bloqueio de caminhoneiros em Indaial

Exército e PRF também participaram da negociação com os manifestantes

Polícia Militar e Defesa Civil começam a desmobilizar bloqueio de caminhoneiros em Indaial kako waldrich/Arquivo Pessoal
Foto: kako waldrich / Arquivo Pessoal

Começou por volta das 10h desta quarta-feira a desmobilização do bloqueio de caminhoneiros em frente à Havan, em Indaial. A negociação com os manifestantes envolveu Polícia Rodoviária Federal (PRF), Exército, Polícia Militar e Defesa Civil. Com a situação controlada e sem confrontos, os primeiros motoristas começaram a deixar o local pela BR-470 em direção ao Alto Vale e Litoral — para onde segue, inclusive, o comboio dos órgãos de segurança responsáveis pela conversa com os líderes da paralisação.

A PM vai permanecer no local o tempo que for necessário para garantir que os caminhoneiros que quiserem possam sair em segurança.  De acordo com os policiais, foi passado aos caminhoneiros que o tempo de negociação já terminou e que agora todos os manifestantes devem liberar a rodovia ou serão multados.

O gaúcho Vitor de Lima foi um dos caminhoneiros que deixaram o bloqueio após a ação. Ele disse que "desistiu" e afirma que estava desde a última segunda-feira no local. Gaúcho, ele quis voltar para casa por entender que "daqui para frente nada vai acontecer":

– Já chegaram (as negociações com o governo federal) onde podiam chegar. Daqui para frente nada vai acontecer e a gente precisa continuar o trabalho – disse o motorista antes de seguir viagem.

Polícia Militar e Defesa Civil começam a desmobilizar bloqueio de caminhoneiros em Indaial
Foto: Lucas Paraizo / Jornal de Santa Catarina

Choro e clima de fim de mobilização entre os motoristas

Assim como Lima, vários outros caminhoneiros ligaram os motores e deixaram o ponto de bloqueio, que era o maior no Vale do Itajaí e chegou a ter centenas de manifestantes no auge da greve. A movimentação trouxe à tona o desgaste dos caminhoneiros que estão parados por mais de uma semana e viram a mobilização enfraquecer. Sem confrontos ou qualquer tipo de briga, os manifestantes mostraram exaustão

— Foi difícil, foi barra, mas estamos aí. Tentando ver se melhora esse Brasil, mas é difícil mesmo. Mas se Deus quiser um dia vai melhorar isso aqui — discursou um dos líderes do movimento em Indaial, identificado apenas como Junior, enquanto chorava e dizia que permaneceria no local por mais alguns dias.

O choro durante a fala do caminhoneiro, que agradeceu o apoio da população que levou alimentos durante a greve, foi acompanhado de aplausos e tantos outros desabafos de pessoas decepcionadas. Com alguns caminhoneiros decidindo ficar e estacionando os veículos em pátios nos arredores para liberar o acostamento e outros seguindo viagem, o clima na manifestação era de tristeza. O discurso era de que os caminhoneiros conseguiram alguns dos objetivos e que, daqui pra frente, a paralisação não tinha mais força.

 

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