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Greve dos caminhoneiros01/06/2018 | 07h00Atualizada em 01/06/2018 | 07h00

Blumenau retoma oferta de serviços e movimento no comércio após fim das paralisações

Filas nos postos de combustíveis ficam menores e gôndolas dos mercados voltam a ter mercadorias

Blumenau retoma oferta de serviços e movimento no comércio após fim das paralisações Patrick Rodrigues/Jornal de Santa Catarina
Foto: Patrick Rodrigues / Jornal de Santa Catarina

Os serviços começaram a voltar à normalidade no feriado de Corpus Christi, em Blumenau. Nesta quinta-feira, 11 dias após o início da paralisação dos caminhoneiros em todo o país, foi possível ver uma procura menor nos postos de combustíveis, as gôndolas dos supermercados preenchidas e gás de cozinha chegando para abastecer as revendedoras da cidade.

Os poucos pontos de manifestações em rodovias estaduais e federais do Estado foram encerrados e com a livre circulação dos veículos que transportam mercadorias, os diversos segmentos comerciais iniciam um processo de organização para atender o consumidor.

O gerente comercial do supermercado Galegão, Roberto Cesar Oechsler, conta que a rede trabalhou rapidamente para repor itens que estavam em falta, como leite, pão, carne, batata, cebola e tomate.

– Estamos atendendo com 100% de produtos nas prateleiras e recebendo durante todo dia novas mercadorias para normalizar o estoque – afirma Oechsler.

A professora Silvia Casas conta que comprou apenas o necessário nos dias de paralisação e que agora busca apenas coisas específicas. Ela relata que está acostumada a períodos de maior escassez de mantimentos, pois já vivenciou algumas enchentes e corrida para os mercados.

– Entramos no ritmo do racionamento, substituindo marcas e produtos. Vimos coisas que impressionaram durante a paralisação e gostaria que a questão do consumo fosse reavaliada pela população. Os caminhoneiros pararam o Brasil e acredito que as pessoas acordaram um pouco – avalia a professora.

 Blumenau - SC - Brasil - 31052018 - Mercado Giassi quase totalmente reabastecido. Silvia Casas
Foto: Patrick Rodrigues / Jornal de Santa Catarina

Nos postos de combustíveis a movimentação ainda era grande durante a tarde de ontem, mas apresentava filas bem menores do que na quarta-feira, quando os primeiros caminhões-tanques chegaram à cidade. O desabastecimento de combustível impactou na rotina de trabalho das pessoas, como relata a motorista, Ivanete Kraisch, que desde cedo fazia fretes para recuperar o tempo que ficou sem trabalhar.

– Os clientes ficaram doidos comigo. Foi mais de uma semana sem fazer mudança. Tive que cancelar mais de 10 (fretes). Agora, estou me matando de tanto trabalhar — relata a motorista, que abastecia para fazer uma mudança em Atalanta, no Alto Vale.

Mudança de hábitos entre a população
Teve blumenauense que mudou alguns hábitos durante o período de paralisação e que pretende mantê-los, mesmo após a normalização da situação. O técnico em TI Samuel Waltrick conta que não ficou sem combustível, aproveitou o momento de racionamento e revezou com a esposa o uso do veículo. O casal adotou a carona solidária e utilizou o transporte público, uma rotina que deve continuar.

 Blumenau - SC - Brasil - 31052018 - Caminhões abastecendo o mercado Galegão na rua Benjamin Constant.
Foto: Patrick Rodrigues / Jornal de Santa Catarina

– Eu e minha esposa não sentimos tanto o impacto da falta de combustível, adotamos outra rotina e outros meios de locomoção, que vamos tentar manter mesmo agora, com combustível disponível – projeta.

O bancário Maurício Salomão aproveitou o feriado para comprar alguns produtos que estavam em falta na dispensa e também afirmou que a paralisação serviu para alterar certos hábitos, em especial a forma de se locomover.

– Muitas vezes, é preciso faltar para a gente se reinventar. Usei o transporte público para trabalhar e levar meus filhos à escola durante a semana. Eles gostaram tanto, que na volta eu perguntava se queriam voltar de táxi, mas eles escolhiam ir de ônibus – conta.

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