Defesa Civil de Presidente Getúlio faz levantamento dos estragos causados por vendaval - Geral - Jornal de Santa Catarina

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Tempo13/06/2018 | 12h53Atualizada em 13/06/2018 | 16h14

Defesa Civil de Presidente Getúlio faz levantamento dos estragos causados por vendaval

Bombeiros de quatro cidades e máquinas da prefeitura foram usadas na manhã desta quarta-feira para atender moradores da comunidade mais afetada, em Serra Vencida

Defesa Civil de Presidente Getúlio faz levantamento dos estragos causados por vendaval Eduardo Cristófoli/NSC TV
O galpão que era usado para guardar as máquinas agrícolas foi derrubado pelo vento Foto: Eduardo Cristófoli / NSC TV

O vendaval foi na tarde de terça-feira, mas só no meio da manhã desta quarta-feira foi possível ter uma dimensão dos estragos em Presidente Getúlio. Para chegar até as propriedades atingidas, primeiro foi preciso abrir caminho. Bombeiros de quatro cidades ajudaram na tarefa e máquinas da prefeitura foram usadas pra agilizar o trabalho. A comunidade mais afetada foi Serra Vencida.

O cenário é parecido ao registrado no tornado de Guaraciaba, em 2009, e no tornado de Xanxerê, em 2015. A diferença é que aqui a área afetada no Alto Vale foi menor e se trata de uma comunidade rural. Em nota enviada por volta das 15h30min, a Epagri/Ciram definiu o fenômeno em Presidente Getúlio como uma microexplosão com velocidade de ventos estimada em mais de 150 km/h. Dezenas de casas foram destelhadas. O galpão que era usado para guardar as máquinas agrícolas veio abaixo e vários animais morreram.

– Vi que estourou um eucalipto no fundo do rancho, daí tentei sair do rancho pela porta da frente, mas a porta não abriu mais. Tinha um lugar que faltava duas tábuas no rancho e saí por lá para ir para a garagem da casa dele (do vizinho) me defender – contou o operador de máquinas Adriano Wiemes.

A casa em que Adriano se abrigou perdeu o telhado. O vento arrancou a janela, mas ela está de pé. Para o alívio de Dona Loreni. Ela não estava em casa, mas a filha e os dois netos pequenos, sim.

– Graças a Deus ninguém se machucou, porque Deus é grande, a gente tem fé. Deus protegeu a minha filha e os meus anjinhos, que são os meus netos – lembra Dona Loreni, emocionada.

A agricultora Mirim Poffo diz que perdeu o chão, e o sustento da família está comprometido.

– Perdemos 95%, porque tinha mais ou menos 300 sacos de milho para colher seco. Uns 30 quilos de semente de silagem para o gado não tem mais nada. Restou a vida. É hora de recomeçar. Levantar a cabeça, com muita dificuldade, rezar bastante, fé em Deus e recomeçar – pondera a agricultora.

A tempestade começou por volta das 16h e durou menos de 10 minutos. A prefeitura ainda não sabe o tamanho do prejuízo, mas estuda a possibilidade de decretar situação de emergência.

– Nossa equipe está na estrada, está fazendo o levantamento de quantas casas, quantas propriedades foram atingidas, o que aconteceu para no máximo em 24 horas dá o respaldo e o levantamento econômico da situação – projeta o coordenador da Defesa Civil de Presidente Getúlio, Lúcio Bittencourt.

*Informações de Eduardo Cristófoli, da NSC TV

 

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