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Serviço20/06/2018 | 07h00Atualizada em 20/06/2018 | 07h00

Entenda como a obra da Usina do Salto mudará o abastecimento de água em Blumenau

Investimento de R$ 1,048 milhão vai permitir aumento de 20% na produção de energia e reduzir risco de falta de água em Blumenau

Entenda como a obra da Usina do Salto mudará o abastecimento de água em Blumenau Luís C. Kriewall Filho/Especial
Foto: Luís C. Kriewall Filho / Especial

Começou nesta terça-feira o processo da troca de quatro grandes comportas na Usina do Salto, em Blumenau. Para uma primeira inspeção técnica e retirada de medidas para a fabricação da nova estrutura, o reservatório foi totalmente esvaziado. Com isso, o Samae não captou água no canal, interferindo no tratamento e distribuição na ETA II, que fica na Rua Bahia, responsável por 70% do sistema da cidade. Algo semelhante ocorrerá durante a colocação das comportas e o reforço da estrutura, trabalhos previstos para ocorrer no inverno.

– A redução do nível de água no canal é necessária pela segurança dos funcionários que fazem a manutenção corretiva nestas comportas. Com a troca dessa estrutura não será mais necessária a diminuição do nível de água e, consequentemente, o abastecimento será feito normalmente pelo Samae – justifica o chefe de operação e manutenção de usinas da Celesc Geração, Flávio Spolaor.

Para executar a obra, a Celesc vai investir R$ 1,048 milhão, valor definido por contrato licitatório, vencido por uma empresa de Herval d´Oeste. Agora, o próximo passo será a fabricação da estrutura, que pretende acabar com um problema recorrente: o risco de desabastecimento durante as manutenções na usina.

– A nova estrutura vai permitir que a Celesc faça mais trabalhos de manutenção, inclusive as preventivas, que não são feitas hoje para não afetar a população – explica Spolaor.

Segundo o gerente de Manutenção do Samae, Guto Reinert, a obra dará a condição de adução de água bruta em plenitude, sem que tenha uma redução na quantidade de água tratada. A autarquia trabalha ainda em uma nova estrutura para ampliar o sistema de captação. O processo licitatório deve ser realizado ainda neste ano.

– Com uma nova estrutura a Usina do Salto passaria a ser como um backup, não mais com a necessidade de captar água somente na ETA II – afirma Reinert.

Cronograma das obras será definido pela empresa

O cronograma para a troca da comporta será definido pela empresa responsável pelo projeto de execução da obra, em conjunto com a Celesc e o Samae. De acordo com Spolaor, a troca é complexa e deve demorar, no máximo, oito dias, mas não de forma consecutiva. Com isso, amenizará os efeitos no abastecimento de água para os moradores da cidade.

– Muitos fatores vão influenciar na entrega da obra, o nível do Rio Itajaí-Açu, o tempo de construção da estrutura e a questão do abastecimento, que não pode ser interrompido abruptamente. Uma das preocupações é fazer este processo durante o inverno, período em que o consumo de água é menor – conta o chefe de operação e manutenção de usinas da Celesc.

Segundo o gerente de Manutenção do Samae, Guto Reinert após ser apresentado o cronograma de trabalho, será deliberada a melhor forma de conduzir e buscar alternativas para que melhor atendam a população.

– Um trabalho desses pode gerar algum reflexo durante a obra, mas é algo propositivo pensando no futuro, para não afetar o abastecimento do Samae – completa.

A troca das comportas vai refletir também na geração de energia da unidade, proporcionando um aumento de 20% na produção de energia na Usina do Salto. Segundo a Celesc, logo após a conclusão da troca da estrutura, será possível concluir a manutenção do segundo gerador para ampliar a produção de energia na cidade.

 

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