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Paralisação07/06/2018 | 18h10Atualizada em 07/06/2018 | 20h22

Servidores públicos de Blumenau rejeitam proposta da prefeitura e aprovam paralisação

Servidores prometem paralisar as atividades no dia 19 de junho, conforme decisão tomada em assembleia nesta quinta-feira, na Praça Victor Konder

Servidores públicos de Blumenau rejeitam proposta da prefeitura e aprovam paralisação Patrick Rodrigues/Jornal de Santa Catarina
As paralisações devem ser sistemáticas até que se tenha uma definição sobre as reivindicações dos servidores. Foto: Patrick Rodrigues / Jornal de Santa Catarina

Os servidores públicos municipais de Blumenau rejeitaram a proposta de reajuste salarial apresentada pela prefeitura e prometem paralisar as atividades no dia 19 de junho em assembleia ocorrida no fim da tarde desta quinta-feira. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Blumenau (Sintraseb), o Executivo propôs pagar a reposição integral de 1,69%, referente à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) 2017-2018, na folha de janeiro de 2019. A mesma proposta foi aplicada ao vale-alimentação.

As paralisações devem ser sistemáticas, de acordo com o coordenador geral do Sintraseb, Sérgio Maurici Bernardo, até que se tenha uma definição sobre as reivindicações dos servidores. A expectativa é que a administração municipal avalie durante este período que antecede a mobilização a possibilidade de atender algumas demandas apresentadas pela categoria e que, para ele, são viáveis neste momento. A pauta de solicitações conta com 24 pontos.

– Entendemos que dá para atender de imediato a questão das coordenadoras, o INPC, a organização de cronograma de implantação da hora-atividade da educação. É possível também construir um programa para reverter a situação do plano de carreira da saúde, que alteraram no fim do ano – pontuou o dirigente.

No final da tarde do dia 19, uma nova assembleia ocorrerá para definir as próximas mobilizações, caso seja necessário, ou para que seja votada a contraproposta do município.

Contraponto
Procurado pela reportagem, o prefeito Mário Hildebrandt (PSB) disse que não foi oficialmente informado da decisão da assembleia. Ainda assim, afirmou que entende a angústia dos servidores e que a vontade é de fazer o pagamento total da inflação esse ano, mas que infelizmente só poderá fazê-lo ano que vem, e com dificuldade, segundo ele.

Hildebrandt cita que o município tem uma frustração de receita deste ano de R$ 15 milhões, lembra do corte do ISS que segundo ele era uma receita estimada em mais de R$ 18 milhões, aponta as alterações no cálculo do Pasep, que teriam gerado ônus para 2018 e os próximos anos de R$ 20 milhões, além do aumento da alíquota do Issblu, que conforme ele neste ano tem impacto de R$ 2,8 milhões e no ano que vem somará R$ 5,6 milhões.

O prefeito sustenta que o desafio é garantir o pagamento do salário, décimo terceiro e férias em dia, que está atento às causas dos servidores e valoriza o trabalho de cada um para atender a comunidade. 


 
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