Blumenau recebe seletiva da WorldSkills, maior competição de educação profissional do mundo - Geral - Jornal de Santa Catarina

Versão mobile

 

Educação19/07/2018 | 07h30Atualizada em 19/07/2018 | 09h09

Blumenau recebe seletiva da WorldSkills, maior competição de educação profissional do mundo

Prova envolve estudantes de 14 estados do Brasil de olho em uma vaga na etapa mundial, na Rússia . Há uma blumenauense no grupo representando Santa Catarina

Blumenau recebe seletiva da WorldSkills, maior competição de educação profissional do mundo Luís C. Kriewall Filho/Especial
Buscando uma vaga na WorldSkills, Sabrina Silva de Oliveira cursou aprendizagem industrial, estilismo e vestuário Foto: Luís C. Kriewall Filho / Especial

Uma jovem apaixonada por moda. Cursou aprendizagem industrial, estilismo e técnico em vestuário. A aluna dedicada recebeu o convite para disputar uma das seletivas para o torneio internacional de educação profissional. Não foi planejado e almejado, mas quando aceitou o desafio, a dedicação foi total. A moça de Blumenau passou na primeira fase e esta semana representa Santa Catarina na etapa que vai definir o brasileiro na WorldSkills, a maior competição do gênero do mundo. 

Essa é a história de Sabrina Silva de Oliveira, 20 anos, que até o fim da tarde desta quinta-feira está focada em um único propósito: cumprir a tarefa na seletiva de Tecnologia de Moda. Ela está na disputa com mais 13 estudantes de outros estados. Quem vencer terá a chance de no ano que vem colocar em destaque o nome do Brasil na Rússia. A prova, que começou na segunda-feira, ocorre no Senai. Eles vão apresentar na sexta-feira, às 10h, os medalhistas de ouro e prata. 

Os melhores alunos dos países das Américas, Europa, Ásia e África e Pacífico Sul disputam medalhas em modalidades que correspondem a profissões técnicas da indústria e do setor de serviço. O processo é intenso e rigoroso, conta o diretor do Senai no Vale do Itajaí, Jacir Luiz Lenzi. São quatro dias para executar um projeto, em que a pessoa é avaliada a todo instante em vários aspectos, desde comportamento, método, qualidade no trabalho e criatividade. 

Sabrina tem que fazer desde a criação de uma peça de vestuário até a confecção. Como destaca o responsável pela unidade, o bom profissional sabe fazer todas as etapas, não é só desenhar e passar para alguém produzir.

– Renunciei muitas coisas para me dedicar à preparação para a olimpíada e a expectativa é ir ao mundial – destaca.

Quando o processo acabar, ela acredita que estará preparada para enfrentar o mercado de trabalho na Itália, local que pretende morar. Conforme Lenzi, ótimas oportunidades profissionais não faltam para os alunos que chegam a disputar a WorldSkills. Segundo ele, o índice de empregabilidade de quem faz os cursos já é alto, mas quem participa das disputas é ainda mais almejado pelas empresas. 

Foi assim com Rafael Oening, 24 anos. Em 2015, ano em que o Brasil venceu o mundial de profissões com 27 medalhas, ele participou na ocupação Administração de Serviços de Rede, em São Paulo. Voltou para casa com medalha de excelência e a certeza de que viveu uma experiência fundamental para o sucesso profissional que tanto almeja e hoje considera alcançado.

– Como estava no início da minha carreira, a visibilidade pela competição favoreceu e gerou a oportunidade de ingresso no mercado de trabalho, conquistando uma boa colocação – esclarece.

Um representante de Blumenau está garantido

Se Sabrina vencer na ocupação de Moda, assim como o Oening conquistou a de Administração de Serviços de Rede, ela vai se juntar ao único representante de Blumenau já garantido para a WorldSkills 2019. Eduardo Mateus Hermann será o nome do Brasil na ocupação de Redes de Computadores. A meta é clara: superar os adversários de países como China, Japão e Rússia. Para isso, ele tem dedicado cerca de oito horas por dia aos estudos.

O time pode ser ampliado dependendo dos resultados finais dos alunos nas profissões de vitrinismo, solução de software, construção em alvenaria e construção em sistema de drywall.

O professor universitário Moacir Marques vê a WorldSkills como mais uma ferramenta de globalização do conhecimento. Para ele, a iniciativa demonstra que quando se há investimentos e oportunidades iguais entre os países em educação, os estudantes todos são capazes. Lenzi concorda e completa dizendo que outra vantagem é o intercâmbio entre os professores, refletindo no ensino de sala de aula.

::: Leia mais notícias no Jornal de Santa Catarina

 

Siga Santa no Twitter

  • santacombr

    santacombr

    SantaBlumenauenses levam doações para morador de rua aguardado por cães em porta de hospital  https://t.co/Jj6fz0bCKShá 53 minutosRetweet
  • santacombr

    santacombr

    SantaHomem morre afogado em cachoeira de Botuverá   https://t.co/AErKYIghtEhá 2 horas Retweet
Jornal de Santa Catarina
Busca