Agosto Dourado: mães compartilham suas experiências com a amamentação - Geral - Jornal de Santa Catarina

Versão mobile

 

Filhos04/08/2018 | 09h00Atualizada em 06/08/2018 | 07h37

Agosto Dourado: mães compartilham suas experiências com a amamentação

Na Semana Mundial do Aleitamento Materno, o Santa ouviu relatos de mães sobre as dores e amores desse momento especial

Julho Laranja, Outubro Rosa, Novembro Azul. As cores associadas aos meses são velhas conhecidas e visam alertar para temas importantes. O Agosto Dourado não é diferente. A proposta é reforçar os benefícios do aleitamento materno. Tido pelas mães como um momento fundamental de troca mútua com os filhos, o gesto também apresenta desafios. 

Em Blumenau, há um Banco de Leite Humano criado justamente para auxiliar nesses momentos. Ele está localizado no Centro de Saúde Rosânia Machado Pereira e atende de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h. Além de orientar as mães, atualmente cerca de 100 doadoras recebem semanalmente a visita da equipe do órgão para a coleta do leite. Após ser processado, o alimento é distribuído a hospitais e contribui com a saúde e o desenvolvimento, sobretudo, dos bebês prematuros.

O Santa apresenta abaixo depoimentos compartilhados por quem viveu a experiência da amamentação:

Daniela Cristina Marcos
De todos os processos de vínculo que se criam na maternidade, o mais mágico para mim foi o da amamentação. Meu filho nasceu de parto cesáreo, mas mesmo assim desde os primeiros instantes de vida se adaptou às mamadas. Apesar de ser o mais mágico, também considero o mais sofrido. Amamentei exclusivamente até os cinco meses e meio, sem auxílio de qualquer complemento, porém, por ter uma jornada diária de trabalho de oito horas, aos 10 meses de idade nosso vínculo de amamentação terminou. Foram algumas noites de choro. O meu menino se tornava do mundo e ia buscar outras formas de matar sua fome. A saudade fica e o vínculo agora se dá de outras formas. Amamentar é doação, é troca, superação, é milagre da natureza feminina, é o amor na sua mais sublime essência. Não existe segredo ou fórmula certa, é preciso apenas paciência, persistência, respeitar seu limite e o do bebê. A alternância das mamas durante as mamadas ajuda muito e os banhos quentes também.

Daniela Cristina Marcos, amamentação, agosto dourado
Foto: Divulgação / Arquivo pessoal

Vanessa Lima
Pra mim, um dos melhores e mais afetuoso momento entre mãe e filho. Tive meus dois filhos de parto normal e logo após o nascimento, ainda na sala de parto, já foram amamentados. E sempre supertranquilo.

Vanessa Lima, amamentação, agosto dourado
Foto: Divulgação / Arquivo pessoal

Elisandra Goulart
Foi maravilhoso amamentar minha princesa, pois quando a ganhei estava muito nervosa. Não sabia como reagiria, mas quando a colocaram ao meu lado ela foi logo me cheirando e já pegou no peito. No dia seguinte, meu peito rachou, mas mesmo em meio a tantas dores eu continuei amamentando e só parei de amamentar quando ela já tinha dois anos e meio, pois meu leite secou e também tinha começado a trabalhar. Foi só eu e ela chorando, pois não queria parar de uma hora para outra .Hoje em dia trabalho na saúde e sempre aconselho as mães a amamentarem, pois a saúde de uma criança que recebe o leite materno é bem mais resistente.

Elisandra Ana Júlia Goulart, amamentação, agosto dourado
Foto: Divulgação / Arquivo pessoal

Ana Paula Lingner
O que me ajudou muito foi uma ida ao Banco de leite. Lá me ensinaram a pega correta, me deram dicas e me tranquilizaram, pois eu estava muito nervosa e tinha muitas dúvidas também. Outra coisa que me ajudou muito foi a utilização da concha de leite. Quando meus seios estavam muito cheios, o leite ia pingando na concha e não empedrava.

::: Vacinação contra sarampo e poliomelite inicia na segunda-feira

Tice Roncaglio
Desde que engravidei sempre quis amamentar exclusivamente até os seis meses do minha filha. Lia muitos relatos de outras mamães na internet e a maioria falava das dificuldades, de preparos. Logo que a Luiza nasceu, na maternidade, a enfermeira falou que ele tinha a pega correta. Eu não tinha o bico do peito muito para fora então me indicaram eu usar o bico de silicone e deu certo. Recomendavam que o bebê mamasse por aproximadamente 15 minutos, porém a ela mamava por no máximo cinco minutos, fiquei muito preocupada. Achava que ela não estava mamando de forma suficiente e poderia não estar se nutrindo bem. A pediatra disse que existem bebês que sugam muito mais e com mais rapidez, era o caso do minha filha, e que isso fazia com que ela reduzisse o tempo de mamada, porém a mamada continuava sendo suficiente para seu ganho de peso. Nos primeiros dias, os peitos ficam extremamente inchados e entre o primeiro e segundo mês os foram voltando ao normal. Posso dizer que fui vitoriosa consegui amamentar até os dois anos e seis meses.

Tice Roncaglio, amamentação, agosto dourado
Foto: Divulgação / Arquivo pessoal

Cláudia Ribeiro Barreto
Quando meu bebê nasceu, a doula que me acompanhava imediatamente me ajudou a colocá-lo para mamar, e ele o fez lindamente. Achei naquele momento que a amamentação estava dominada. Engano, nos dia seguinte, com o cansaço e nervosismo de mãe de primeira viagem, perdemos a sintonia e eu não conseguia colocá-lo para mamar sozinha. Saí da maternidade com o peito bastante machucado e senti dor para amamentar até os três meses. O apoio que tive da família e a orientação da consultora de aleitamento materno foram essenciais para que eu conseguisse. Amo amamentar e tenho muito orgulho da minha história. Hoje posso doar leite materno e ajudar outros bebês. Quem sabe com esse relato consiga ajudar outras mães a não se sentirem sozinhas e terem força para superar as dificuldades. Amamentar é pura vida, é amor em forma de leite, vale a pena toda a dedicação. Meu bebê tem 11 meses, ainda mama e ainda irá mamar por um bom tempo. Juntos podemos suprir nossas necessidades emocionais e nutricionais.

Cláudia Ribeiro Barreto , amamentação , agosto dourado
Foto: Divulgação / Arquivo Pessoal

Andrea Morello
Tive dois filhos. Uma amamentação bem diferente da outra. A primeira filha amamentei até um ano e três meses. Até seis meses só mamava no seio. Nunca tomou uma mamadeira e nem chupou chupeta. Quase não ficava doente. O segundo filho foi totalmente diferente. Mamou até três meses. Não queria o seio. Logo começou na mamadeira. Fiquei bem chateada, pois tinha muito leite e ele não queria mamar. Para mim, amamentar era um momento único, meu e do bebê. Uma emoção enorme. Adorava amamentar meus filhos. 

Josiane Caitano
Estou procurando palavras para definir o significado da amamentação para mim. É lindo demais, não tem explicação cabível. Amamentar está sendo uma das vivências mais maravilhosas da maternidade. Mas nem sempre foi assim. Nas primeiras semanas foi um desafio imenso. Os seios doíam muito, mas essa é uma escolha que requer persistência. Nos conhecemos melhor e em poucos dias tudo melhorou. Por saber dos benefícios para a saúde dele, o objetivo inicial era amamentá-lo até os dois anos de idade. Hoje, meu filho está com dois anos e quatro meses, mas não pensamos em desmame por enquanto. Não quero forçar nada e acredito que no momento certo nós vamos sentir. Sinto-me completa ao amamentá-lo. É uma conexão só minha e dele, é um momento só nosso. E queremos aproveitar isso porque o tempo não volta.

Josiane Caitano, amamentação, agosto dourado
Foto: Divulgação / Arquivo pessoal

Vanessa Moltini
Me emociona e alegra muito lembrar que amamentei minha Alice por um ano e três meses. O começo não foi fácil. Precisei do Banco de Leite, apoio da família e amigas-mães. Tive orientação com profissionais de saúde, como médica, nutricionista e enfermeiras, li muito a respeito. Doeu sim. Foi dolorido, chorei, me preocupei com a possibilidade de não conseguir mais alimentar minha filha. Mas passou. Fui persistente, dedicada. Alice me ensinou, eu a ensinei. Nos ensinaram muito e aprendemos juntas. A fase mais tensa levou uns dois meses pra passar. De lá pra cá acertamos o ritmo e aproveitamos bem grudadinhas esse momento tão especial que é a amamentação. Nós, mães, precisamos estar juntas. Trocar mais informações, conversar mesmo, sem máscaras. Maternidade é um aprendizado coletivo, é união, é compreensão, é cumplicidade, é, principalmente, muito amor.

Vanessa Moltini
Foto: Divulgação / Arquivo pessoal

::: Banco de Leite completa 20 anos com histórias de orientação e afeto


 

Siga Santa no Twitter

  • santacombr

    santacombr

    SantaÀs 18h, os brinquedos da Planetapeia vão percorrer os setor do Parque Vila Germânica. Às 19h será a vez de atrações… https://t.co/hdgiMphZqbhá 3 diasRetweet
  • santacombr

    santacombr

    SantaO desfile na Rua XV de Novembro, no Centro de Blumenau, está cancelado, mas algumas das atrações vão circular pelos… https://t.co/tTOVJw7lewhá 3 diasRetweet
Jornal de Santa Catarina
Busca