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Saúde29/08/2018 | 21h24Atualizada em 29/08/2018 | 21h24

Dia D alerta para dificuldades no setor de diálise

Pacientes e pedestres receberam panfletos que alertam para dificuldades financeiras enfrentadas por entidades que atendem pessoas com problemas renais

Dia D alerta para dificuldades no setor de diálise Jean Laurindo/Jornal de Santa Catarina
Dia D da Diálise alerta para problemas financeiros de entidades que atendem pacientes com problema renal em Blumenau e região Foto: Jean Laurindo / Jornal de Santa Catarina

Pacientes de hemodiálise e pedestres que passaram pela Rua Marechal Floriano Peixoto, no Centro de Blumenau, receberam panfletos que alertam sobre as dificuldades enfrentadas pelos estabelecimentos que oferecem diálise. A ação foi promovida pela Associação Renal Vida, responsável pelos tratamentos na cidade, e marcou o Dia D da Diálise, que ocorreu nesta quarta-feira em todo o país com apoio de instituições como Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplantes (ABCDT) e Sociedade Brasileira de Nefrologia. O material informa que atualmente em todo o país há 120 mil pessoas com problemas renais crônicos e que, desses, 90 mil fazem diálise em clínicas conveniadas com o sistema público de saúde.

O diretor-executivo da Renal Vida, Tarcísio Steffen, afirma que são dois os principais problemas que causam a crise no setor de diálise: a precarização pelo pagamento insuficiente do governo para cobrir os custos do procedimento e também o não pagamento de valores que ultrapassam o teto de procedimentos estipulado pelo poder público. Somente em Blumenau a Renal Vida afirma ter um total de R$ 250 mil para receber em função de serviços já prestados.

Segundo ele, garantir um melhor pagamento aos serviços e a garantia de que o que foi executado seja recebido são as principais necessidades para o setor de diálise.
– Todo mundo que está aqui teve o atendimento autorizado. Como estabelecer quem vai viver e quem não? – questiona o diretor.

O Dia D da diálise ocorre para aproveitar o período eleitoral e chamar a atenção dos candidatos que optam pela saúde como prioridade nos discursos. A intenção é buscar respostas concretas sobre como corrigir a crise nesse segmento. Atualmente a Renal Vida atende em média cerca de 700 pacientes por mês. Segundo Steffen, isso só é possível graças à ajuda da comunidade e a ações de órgãos como Rotary e Lions. Essas iniciativas ajudam na aquisição de novos equipamentos, mas há uma preocupação com que a precarização não chegue de forma definitiva ao setor, prejudicando projetos como uma nova sede e o próprio atendimento.

 
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