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Habitação12/09/2018 | 20h52Atualizada em 13/09/2018 | 10h57

Acadêmicos e pesquisadores da Furb estudam tecnologias de casa com painéis modulares

Expectativa é de que uma carta de intenções liderada pela Fiesc dê um empurrãozinho na produção da estrutura em grande escala no Vale do Itajaí

Acadêmicos e pesquisadores da Furb estudam tecnologias de casa com painéis modulares Eduardo Cristófoli/NSC TV
Estrutura foi montada no Instituto Senai de Tecnologia Ambiental de Blumenau Foto: Eduardo Cristófoli / NSC TV

Segura, tecnológica e confortável. Os painéis de energia solar garantem a autossuficiência na geração de energia. Tem isolamento térmico e acústico, e uma serpentina no forro regula a umidade e a temperatura interna. Sensores orientam quando as persianas devem abrir ou fechar automaticamente. E em duas semanas a casa está pronta, incluindo os acabamentos. Toda essa tecnologia veio da Itália, mas a intenção é reproduzi-la no Vale do Itajaí.

O projeto é de um instituto italiano Habitech. A instalação da “casa inteligente” em Blumenau foi uma conquista articulada pelo Sinduscon, que contou com a parceria da Furb e também da Fiesc. Os italianos doaram a casa paras as entidades catarinenses com a intenção de futuras parcerias. E é isso que está sendo estudado desde então.

Acadêmicos dos cursos de engenharia, mestrandos e professores pesquisadores da Furb analisam a eficiência do modelo italiano há um ano aproximadamente. O pesquisador Amilcar José Bogo coordena os estudos relacionados ao conforto térmico da casa. Ele explica que as paredes têm 35 centímetros de largura e foram desenvolvidos para enfrentar temperaturas negativas.

– Há excessos e outras questões que precisam ser adaptadas à nossa realidade. A previsão é concluirmos estes estudos até a metade do ano que vem – projeta Bogo.

No canteiro de obras, praticamente não se usa água e o volume de resíduos gerados é menor que da construção convencional. Em grande escala, o custo é até 20% menor que uma casa de alvenaria. Um dos diferenciais está na mão de obra. As paredes e a cobertura da casa montada no Instituto Senai de Tecnologia Ambiental de Blumenau, por exemplo, foram construídas em 12 horas.

– As empresas de lá virem pra cá fazer parcerias com as nossas empresas florestais, industriais madeireiros, da construção civil, pra que a cadeia toda entenda e trabalhe junto pra construir os primeiros prédios – diz o engenheiro Rafael Lessa, responsável técnico da “casa inteligente”.

A expectativa é que uma carta de intenções liderada pela Fiesc dê um empurrãozinho na produção em grande escala da estrutura.

Os comunicadores da NSC Blumenau Eduardo Cristófoli, Rafael Steinbach e Vanessa Nora conheceram a estrutura. Confira no vídeo a seguir:


 

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