Clubes de caça e tiro aproveitam Oktoberfest para mostrar herança cultural - Jornal de Santa Catarina

Faces da festa | Tradições11/10/2017 | 07h30Atualizada em 11/10/2017 | 07h30

Clubes de caça e tiro aproveitam Oktoberfest para mostrar herança cultural

Turistas de todo o Brasil se divertem aprendendo sobre a tradição germânica no Setor 2 do Parque Vila Germânica

Clubes de caça e tiro aproveitam Oktoberfest para mostrar herança cultural Lucas Correia/Jornal de Santa Catarina
Com um sorriso discreto no rosto, o paratiense Almir Rodrigues, 28 anos, cirtiu a primeira Oktoberfest ao lado da família Foto: Lucas Correia / Jornal de Santa Catarina

É difícil olhar para os lados em Blumenau e não ver um clube de caça e tiro. Há mais deles (41) do que bairros (35) na cidade. A quantidade, porém, não reflete o apelo que essas associações têm perante o blumenauense nos dias atuais. Com poucos sócios, cada vez menos praticantes das modalidades que eram tradicionais décadas atrás e falta de interesse dos jovens, as tradições, principalmente esportivas – bocha, bolão, skat, tiro –, vão ficando de lado gradativamente. Felizmente, pelo bem dos legados históricos, as atividades dão vigor extra à Oktoberfest.

Em um espaço considerável dentro do Setor 1 do Parque Vila Germânica, a placa “Clubes de Caça e Tiro” pode parecer meio armamentista para turistas mais desavisados. Mas não. No espaço, as carabinas e seu som peculiar de disparo tomam conta de boa parte do ambiente, é verdade, mas não é apenas isso que compõe a ideia do local. Ao lado esquerdo, jogos com um quê germânico como pássaro ao alvo e bagatela tentam atrair os visitantes. E é aí que está a parte legal: conseguem. Com um sorriso discreto no rosto, o paratiense Almir Rodrigues, 28 anos, curtia a sua primeira Oktoberfest ao lado da família. Com chapeuzinho recém-comprado na lojinha e caneca devidamente presa no tirante para evitar perdê-la em meio aos pavilhões, ele é apresentado a algo comum para os nativos: bocha.

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– Mermão, vou ver se pelo menos ganho uma medalhinha – disse o homem natural das bandas do Rio de Janeiro.

Ele não ganhou. Até acertou uma das bolas, mas não o suficiente para levar os brindes. Vacilou. Ficou sinistro, bolado. Maneiro. Já é.  

 Faces da oktober: tradição. CASE: Renato Marotta e Renata Dias
O casal REnato Marotta e Renata Dias se divertiram no tiro ao alvoFoto: Lucas Correia / Jornal de Santa Catarina

Também estreante na epopeia de outubro do Vale do Itajaí, o casal mineiro Renato Marotta, 36, e Renata Dias, 32, apoiou a espingarda de pressão no ombro e deu alguns tiros. Foi uma tragédia, obviamente. Surpresos com essa parte de entretenimento – já que imaginavam a festa apenas em metros cúbicos de chope –, os cruzeirenses felizes de beagá escolheram separar alguns minutos para aderir às tradições.

– Errei todos, mas foi legal porque eu nunca imaginei que tinha isso por aqui – relata o minerim, uai, sô. Ele nem arredô o pé do trem, mas não conseguiu acertar nem um tiquim do papelzim.

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Bem modesto em meio aos jogos mais disputados, um pequeno tablado também está à espera do público. Para os que se lembram do Windows XP ou então dos fliperamas na década de 1980, aquilo pode até parecer um pinball sem grife. E talvez até seja, mas para os paraenses Samuel Cabral, 19, Cleyton Barbosa, 22, e André Cristian, 18, a brincadeira estava top. Topíssima. Toperson.

 Faces da oktober: tradição. CASE: Samuel Cabral, Cleyton Batista, André Cristian
Os paraenses Samuel Cabral, 19 anos, Cleyton Barbosa, 22 anos, e André Cristian, 18 anos jogaram bagatelaFoto: Lucas Correia / Jornal de Santa Catarina

– Só pensava na cerveja, mas aqui a gente consegue se divertir também – aponta Samuel, que ao lado dos amigos se mudou há seis meses para Blumenau à procura de emprego e, assim como todos os outros personagens da reportagem, também curtia a Oktober pela primeira vez.

No vaivém da multidão, na abundância de comes e bebes em todos os setores, da música, das coreografias, da fartura e das paqueras eventuais, o espaço dos clubes de caça e tiro se torna um momento sóbrio em meio à história. Mal sabem as pessoas, por mais que a participação nesses jogos e tiros seja em tom de brincadeira, que elas estão colaborando com um pouco da cultura. Danke schön!

Confira os preços
Tiro seis tiros por R$ 5
Bocha R$ 3
Pássaro ao Alvo R$ 3
Bagatela R$ 3


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