Saiba como é Quissama, jogo de tabuleiro baseado no livro de Maicon Tenfen - Lazer e Cultura - Jornal de Santa Catarina

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Diversão20/02/2016 | 08h03

Saiba como é Quissama, jogo de tabuleiro baseado no livro de Maicon Tenfen

Colunista do Santa narra a experiência do boardgame, inspirado na obra lançada em 2014

Saiba como é Quissama, jogo de tabuleiro baseado no livro de Maicon Tenfen Patrick Rodrigues/Agencia RBS
No futuro, a história pode ser adaptada para uma série de animação Foto: Patrick Rodrigues / Agencia RBS
Talvez, como um bom pai, Maicon Tenfen não admita que Quissama - O Império dos Capoeiras seja o seu filho preferido. Mas além de ter incluído o professor e escritor entre os 10 finalistas do último Prêmio Jabuti na categoria juvenil, o livro lançado em 2014 vai ganhando aos poucos cara de projeto multimídia. No futuro, a história pode ser adaptada para uma série de animação. O que já é realidade: Quissama acaba de virar um jogo de tabuleiro (ou boardgame), arrecadando quase o dobro dos R$ 17 mil pedidos em um financiamento coletivo pela Internet para ser produzido.

E foi para aprender a jogá-lo que eu passei algumas horas na Biblioteca da Furb semana passada. À mesa, cinco adversários: o próprio Maicon, o também professor Ricardo Spinelli, que desenvolveu todo o jogo, os amigos Carmelo Perotto Zocoli e Fabrício Bittencourt e eu — um cara que, quando criança, adorava jogar War, Banco Imobiliário e Jogo da Vida, clássicos da infância nos anos 80 e 90, mas que (ainda) andava imune à nova febre dos boardgames, um hobby que atrai cada vez mais fãs em todo o mundo. Por enquanto...

O jogo se passa no Rio de Janeiro, no ano de 1868. No tabuleiro há praças, comércios, um ministério e um gueto. Quissama é um escravo foragido que está em busca da mãe, Bernardina. Outros personagens, algumas reais (como o o escritor José de Alencar, a Princesa Isabel e o imperador Dom Pedro II), disputam objetivos diferentes.
Em apenas duas partidas, ficou claro, mesmo para um principiante como eu, que o jogo tem uma grande rejogabilidade: quando um pode ser jogado várias vezes sem repetir o mesmo caminho.

— Senhor dos Anéis, por exemplo, é um jogo super bem bolado, mas que segue sempre o mesmo caminho para ser vencido. Aí você enjoa depois de um certo tempo — exemplifica Ricardo.

As regras de Quissama são simples, mas permitem uma série de reviravoltas. As oito personagens precisam ser "compradas" com cartas ao longo do jogo, mas também podem ser "roubadas", mudando toda a estratégia de uma hora para a outra. Na primeira partida, Carmelo, quietinho, surpreendeu a todos e venceu. Na segunda, eu achava que estava prestes a ganhar, depois Maicon chegou muito perto e voltou à estaca zero. No final das contas, Ricardo fez juz ao fato de ter criado o jogo e comemorou.

Em um universo onde celtas, vikings e outras tribos costumam prosperar, jogar um jogo tão centrado na história e cultura do Brasil é uma experiência bem diferente _ ainda mais com o design e ilustrações de Rubens Belli. Ricardo, que estreou como desenvolvedor, também acertou em cheio no objetivo de criar algo que atraísse novatos e gamers mais experientes (fez test drives com alemães, um povo que ama jogos de tabuleiro).

— Ele também traduziu bem a essência do livro, com os personagens e cenários. Você não precisa ler o romance para jogar, mas se o fizer vai ver o jogo de outra maneira — indica Maicon.

Enfim, eu fui fisgado. Alguém afim de jogar neste fim de semana?

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