Marcada pela morte de Domingos Montagner, "Velho Chico" resgatou a relevância da novela das nove - Lazer e Cultura - Jornal de Santa Catarina

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Crítica29/09/2016 | 07h01Atualizada em 29/09/2016 | 07h01

Marcada pela morte de Domingos Montagner, "Velho Chico" resgatou a relevância da novela das nove

Trama de Benedito Ruy Barbosa e Bruno Luperi chega ao fim nesta sexta

Marcada pela morte de Domingos Montagner, "Velho Chico" resgatou a relevância da novela das nove TV Globo/divulgação
Camila Pitanga é uma das protagonistas da novela Foto: TV Globo / divulgação

Na trama rural de Velho Chico, a Globo reencontrou a antiga escola de boas novelas agora matizada pelo apuro estético de uma fotografia deslumbrante. Há tempos um folhetim das nove não comovia tanto. E, ainda que a trágica morte de Domingos Montagner não tivesse acontecido, a obra de Benedito Ruy Barbosa, Bruno Luperi e Luiz Fernando Carvalho ficaria marcada como uma das melhores produções do horário nos últimos anos.

Obviamente, o interesse do público aumentou após a morte de seu protagonista e o final da novela, que terá último capítulo exibido nesta sexta-feira, está tomado pela emoção. Mesmo assim, a trama original foi mantida. Nesses últimos capítulos, veremos uma mulher ser eleita prefeita da cidade, o sucesso do modelo sustentável de agricultura, o final feliz das famílias Sá Ribeiro, Rosa e dos Anjos e a redenção do temido coronel Saruê.

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Sob a máscara de uma história de amor e ódio entre duas famílias, autores e diretor fizeram o Brasil reencontrar suas pautas mais profundas: a questão agrária, a desigualdade social, a corrupção entranhada nas esferas políticas municipais e o desenvolvimento sustentável. Embora tenha pecado ao não seguir a linha de dar visibilidade à representatividade de grupos sociais como negros, mulheres e LGBTs como as antecessoras — em Velho Chico estes cumpriram papéis secundários ou sequer existiram —, conseguiu apresentar um retrato da sociedade que andava escondido da TV.

Para dar vida à história, um elenco enxuto e coeso mesclou nomes como Antônio Fagundes, Selma Egrei, Camila Pitanga, Dira Paes, Irandhir Santos e o próprio Montagner com novos rostos, em especial Lucy Alves em sua estreia como atriz. Pelas mãos de Carvalho e seu modo de trabalho que agrega elementos do cinema e do teatro, todos entregaram um trabalho incrível. Parte do público não gostou ou não entendeu a proposta. O que não tira o brilho da trama. Velho Chico devolveu a relevância da novela das nove. 

 
 

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