Nasce primeiro bebê gerado com DNA de três pessoas - Lazer e Cultura - Jornal de Santa Catarina

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Saúde27/09/2016 | 18h14Atualizada em 27/09/2016 | 18h14

Nasce primeiro bebê gerado com DNA de três pessoas

Procedimento foi legalizado no Reino Unido em 2015. Nenhum outro país introduziu leis que permitam o uso da técnica

Nasce primeiro bebê gerado com DNA de três pessoas Reprodução/Twitter/New Scientist
Foto: Reprodução / Twitter/New Scientist
Agência Estado

O primeiro bebê a nascer a partir da nova técnica que combina o DNA de três pessoas teria nascido saudável, há cinco meses, no México, de acordo com um grupo de médicos americanos que supervisionou o tratamento. A informação é da revista New Scientist.

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O bebê é um menino e nasceu no dia 6 de abril. Seus pais, que são da Jordânia, viajaram para o México e passaram por um tratamento de fertilidade com especialistas americanos liderados por John Zhang, do Centro de Fertilidade New Hope, de Nova York (Estados Unidos).

O procedimento, conhecido como transferência mitocondrial, foi legalizado no Reino Unido em fevereiro de 2015, mas, até agora nenhum outro país introduziu leis que permitam o uso da técnica. O tratamento tem o objetivo de ajudar famílias cujos pais têm alto risco de transmitir doenças genéticas aos filhos.

Alguns especialistas revelaram preocupação com o fato de o procedimento ter sido feito fora dos Estados Unidos, a fim de escapar do alcance da legislação e sem publicação dos detalhes do tratamento.

Em entrevista à New Scientist, Zhang afirmou que viajou para o México, onde "não há regras". Mas, segundo ele, a manobra se justifica porque "salvar vidas é a coisa ética a ser feita."

A mãe do bebê tem um distúrbio genético fatal chamado síndrome de Leigh, que danifica o sistema nervoso em desenvolvimento. Os danos afetam o DNA da mitocôndria — uma estrutura celular que funciona com uma pequena bateria, gerando energia para as células — e são passados da mãe para o bebê.

Dez anos após o casamento do casal, a mulher ficou grávida quatro vezes, mas perdeu os bebês em sucessivos abortos espontâneos. O casal ainda teve uma menina em 2005, que morreu aos seis anos de idade, e um segundo filho, que viveu por apenas oito meses.

Os testes mostraram que, embora a mulher seja saudável, cerca de um quarto de suas mitocôndrias levam genes ligados à síndrome de Leigh.

Segundo a New Scientist, quando o casal procurou ajuda com Zhang, o médico decidiu tentar o procedimento de transferência mitocondrial. Assim, o núcleo do óvulo da mãe foi inserido no óvulo de uma doadora saudável, cujo núcleo foi removido. O óvulo então foi fertilizado com espermatozoide do marido.

Os pesquisadores americanos criaram cinco embriões, mas apenas um se desenvolveu normalmente. Ele foi implantado na mãe, que deu o bebê à luz nove meses depois.

 
 

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