Nem contemporânea, nem clássica: solo de dança "Frágil" é uma intersecção entre os dois gêneros - Lazer e Cultura - Jornal de Santa Catarina

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Em Florianópolis29/09/2016 | 06h04Atualizada em 29/09/2016 | 06h04

Nem contemporânea, nem clássica: solo de dança "Frágil" é uma intersecção entre os dois gêneros

Espetáculo contemplado com o prêmio Klaus Vianna está em cartaz nesta quinta (29) e sexta (30) no Teatro do Sesc Prainha

Nem contemporânea, nem clássica: solo de dança "Frágil" é uma intersecção entre os dois gêneros Rodrigo Arsego/Divulgação
Atriz e bailarina Letícia Souza no solo "Frágil" Foto: Rodrigo Arsego / Divulgação

O corpo é o lugar de contato mais imediato com o mundo. Ao pensa-lo como matéria operante no universo, eixo de materialização de movimento e dança, os bailarinos Letícia Souza e Anderson do Carmo desapegam-se dos vestígios deixados em seus corpos pelas ideologias das danças clássica e contemporânea para criar um ponto de intersecção entre essas duas escolas no espetáculo Frágil, cuja estreia em Florianópolis será nesta quinta (29) e sexta (30) no Teatro do Sesc Prainha, no Centro. A apresentação é gratuita.

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Frágil é uma pergunta dançada. Do encontro de dois artistas com formações distintas, surgem indagações e diálogos os quais o público também é convidado a participar. As perguntas, no entanto, são principalmente para a atriz, bailarina e produtora cultural Letícia Souza, 30 anos, enquanto performer. Sozinha no palco, ela dá cabo de questões propostas pelo amigo que, pela primeira vez, assume o posto de diretor.

Muito mais que uma coreografia, o solo traz uma dramaturgia em que a cena ou movimento parte do mesmo ponto de partida, mas cuja forma é mutável a cada apresentação. Nunca é do mesmo jeito.

Letícia vem de uma formação tradicionalíssima na dança. Até os 15 anos ela estudou balé clássico e danças típicas, formação bem peculiar à Joinville, onde mora e onde atuou como professora na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil. Do outro lado, Anderson, 26 anos, tem uma formação radicalmente baseada na dança contemporânea. Ele começou aos 19 anos, primeiro com Sandra Meyer e depois como integrante do Cena 11, um dos principais grupos da dança contemporânea no Brasil.

— Somos amigos há muitos anos, mas nunca tínhamos feito uma parceria artística. A partir desses dois lugares diferentes na dança, achamos que o ponto de encontro poderia ser desafiador — diz o diretor, que se despediu do Cena 11 este ano.

Para ele, o pensamento contemporâneo para lidar com as dicotomias da atualidade é libertador.

Projeto tem a chancela do prêmio Klaus Vianna

O espetáculo Frágil faz parte do projeto Processo Criativo em Dança e Montagem do Espetáculo Sobre Anseios e Vontades, contemplado com o Prêmio Klauss Vianna 2014. Iniciado em maio, o projeto prevê, além do espetáculo, oficinas e uma plataforma de discussão no Facebook, na qual os dois pesquisadores de dança compartilham relatos, textos e fotografias que estimulam o processo criativo e ações desenvolvidas no percurso do trabalho. O Prêmio Klauss Vianna 2014 é concedido pela Fundação Nacional das Artes (Funarte), do Ministério da Cultura (MinC).

Foto: Rodrigo Arsego / Divulgação

A primeira sessão foi em Joinville no último fim de semana. Em Florianópolis, além das duas apresentações no Teatro do Sesc, os bailarinos ministram uma oficina no Departamento de Teatro do Centro de Artes (Ceart) da Udesc. A oficina é gratuita. Informações pelo e-mail leticiawdsouza@gmail.com. 

Agende-se

O quê: espetácilo solo Frágil, com Letícia Souza e direção de Anderson do Carmo
Quando: quinta (29) e sexta (30), às 20h
Onde: Teatro do Sesc Prainha (Travessa Siryaco Atherino, 100, Prainha, Florianópolis)
Quanto: gratuito. Retirada de ingressos uma hora antes do espetáculo.
Informações: (48) 3229-2200

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