Feira de publicações de artista terá obras de R$ 2 a R$ 500 no Palácio Cruz e Sousa, em Florianópolis - Lazer e Cultura - Jornal de Santa Catarina

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Arte reprodutível06/10/2016 | 14h26Atualizada em 06/10/2016 | 14h29

Feira de publicações de artista terá obras de R$ 2 a R$ 500 no Palácio Cruz e Sousa, em Florianópolis

Segunda edição da Flamboiã reúne 55 expositores e ocorre no sábado e domingo 

Feira de publicações de artista terá obras de R$ 2 a R$ 500 no Palácio Cruz e Sousa, em Florianópolis Flamboiã/Divulgação
"Estudo sobre a insônia", livro de Louise Kanefuku editado pela Azulejo Arte Impressa, uma das expositoras da feira Foto: Flamboiã / Divulgação

Deixe pra lá o que você entende por livro e vá conferir a segunda edição da Flamboiã, feira de publicações de artista que ocorre neste fim de semana, no Museu Histórico de Santa Catarina, no Palácio Cruz e Sousa, em Florianópolis. Com 55 expositores, o evento reúne artistas, editoras e interessados em publicações das mais variadas linguagens e formatos – impressas ou não, encadernadas ou quem sabe até esculturadas.

A feira é uma produção independente dos estudantes de Artes Visuais da Udesc Gabi Bressola e Marcos Walickosky. Na primeira edição, em novembro do ano passado, a Flamboiã abriu inscrição convocatória. Desta vez, a dupla preferiu fazer uma curadoria e visitou outras feiras pelo Brasil para convidar artistas e editoras. A seleção foi feita a partir de uma questão central: o texto nas artes visuais.

— A ideia foi pensar o texto-obra, o texto como performance, o texto relacionado com a imagem. Toda a feira foi pensada a partir desse tema, começando pelo design gráfico, com o flamboiã escrito em forma de til, uma referência à poesia concreta, que foi onde se iniciou o contato do texto das artes visuais com a literatura — conta Gabi.

Publicação de artista é quando o objeto é uma obra de arte, porém é também reprodutível. São obras em que o texto ganha outra camada. Tocar é o grande desafio – os tamanhos variam, e as possibilidades de interação vão desde tocar, rasgar, cortar, montar/desmontar, abrir, enrolar, fechar. Podem ser fanzines, postais, carimbos, caixas, até cartas. Na Flamboiã, o preço das obras variam entre R$ 2 e R$ 500, e cada expositor define seu modo de pagamento.

A programação, que é gratuita, tem ainda intervenções artísticas, DJ e shows do músico François Muleka e d'As Bahias e a Cozinha Mineira, banda de São Paulo cujas canções propõem um debate sobre a posição das mulheres – sobretudo das negras, das pobres, das indígenas e das transexuais – na sociedade. Um dos destaques é a conversa Publicações de Artista e Ativismo, com Fernanda Grigolin, artista e realizadora da publicação de arte Jornal de Borda, Kamilla Nunes, colaboradora da Hay en Portugués?, revista da pós-graduação em artes visuais da Udesc e da artista Letícia Cobra Lima, artista de Florianópolis. O papo será no domingo, às 14h, no jardim do palácio.

— A ideia é discutir sobre a publicação como um instrumento político e a força que isso tem, ao mesmo tempo que é artístico. Não são trabalhos sobre feminismo, são trabalhos feministas. Não é um jornal informativo, é um jornal de arte — explica Gabi, que diz que o caráter político da feira não foi proposital.

— Fazer arte já é um ato político. Fazer a feira do jeito que a gente está, sem dinheiro, com negro tocando, com trans cantando, com conversa sobre feminismo e pensando em representatividade é ser ativista, então é. A primeira edição já foi diferente, mais existencial, levantou a questão do porquê publicar, por exemplo — finaliza.

Agende-se
O quê: Flamboiã – Feira de publicações de artista
Quando: sábado (8) e domingo (9), das 11h às 18h
Onde: Museu Histórico de Santa Catarina, no Palácio Cruz e Sousa (Praça XV de Novembro, 227, Centro, Florianópolis)
Quanto: Entrada e programação gratuita

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