Acústico Brognoli mais uma vez surpreende e apresenta o que tem de vanguarda na música em SC - Lazer e Cultura - Jornal de Santa Catarina

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Gypsy jazz, beats e ousadia11/11/2016 | 12h11Atualizada em 17/11/2016 | 14h15

Acústico Brognoli mais uma vez surpreende e apresenta o que tem de vanguarda na música em SC

A 12ª edição do projeto ocorreu na última quinta em Florianópolis. O valor dos ingressos foi revertido para a Avos (Associação de Voluntários de Saúde do Hospital Infantil Joana de Gusmão)

Acústico Brognoli mais uma vez surpreende e apresenta o que tem de vanguarda na música em SC Fernando Wiladino/Divulgação
Mauro Albertt e Nani Lobo: jazz cigano Foto: Fernando Wiladino / Divulgação

Michelangelo teria pintado mais um quadro, e não o teto da Capela Sistina, se não tivesse ousado. Assumir riscos requer coragem, e foi sempre arriscando que movimentos artísticos apontaram para novos modos de pensar. Audacioso desde a gênese, o Acústico Brognoli mais uma vez mostrou-nos a vanguarda. Na décima segunda edição do projeto, realizado na última quinta no Teatro Ademir Rosa (CIC), em Florianópolis, apresentou um espetáculo de fusão, dessa vez entre o gypsy jazz e a música eletrônica.

O show colocou lado a lado estrelas internacionais criadas no quintal da nossa casa, aqui mesmo nos palcos e bares de Florianópolis, como Mauro Albertt e seu jazz manouche, o contrabaixista Rafael Calegari, um dos principais instrumentistas de Santa Catarina; e o violinista Gabriel Vieira. Começaram com suingue do gypsy jazz em duas músicas assinadas por Albertt — músico que mora na Capital e vem numa ascensão na carreira, fazendo jus ao legado cigano deixado pelo guitarrista Jean "Django" Reinhardt.

Vozeirão da argentina Danisa Fagan Foto: Fernando Wiladino / Divulgação

A convidada da noite, a charmosa argentina Danisa Fagan, deu voz a algumas das canções mais clássicas do jazz. Olhos fechados e a sensação era de viagem no tempo e espaço, direto para os redutos de jazz nos subúrbios das cidades americanas na década de 30. Pouco reconhecida por aqui, ela é tida como a principal cantora latina de jazz.

Cantora é tida como uma das principais cantoras latinas de jazz Foto: Fernando Wiladino / Divulgação

O DJ Abner Zeus entrou em cena na segunda parte, numa combinação alucinante de batidas eletrônicas ritmadas por Cristiano Fortes na bateria, solos impecáveis de Calegari no baixo, Caio Muniz no piano e Gabriel Fortunato no sax. Bruno Bez conseguiu dar uma ¿cara¿ para tudo isso em projeções audiovisuais caleidoscópicas e hipnóticas.

Projeções de Bruno Bez  Foto: Fernando Wiladino / Divulgação

Além do talento dos músicos, a maioria prata da casa, o mérito vai para a produção do projeto, há 12 anos assinada pela Orth Produções. O produtor musical Nani Lobo tem faro aguçado para o que tem de mais contemporâneo em música. Mérito também para a Brognoli, uma das poucas empresas de Santa Catarina que aposta em marketing cultural continuamente, e que ano a ano ousa em espetáculos únicos e que refletem a vanguarda. 

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