Cão sem Plumas, de Deborah Colker, leva emoção e crítica social à abertura do 35º Festival de Dança de Joinville - Lazer e Cultura - Jornal de Santa Catarina

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No palco do Centreventos19/07/2017 | 22h17Atualizada em 19/07/2017 | 22h17

Cão sem Plumas, de Deborah Colker, leva emoção e crítica social à abertura do 35º Festival de Dança de Joinville

Cerca de 4,2 mil pessoas assistiram ao espetáculo que abre oficialmente o evento. Nesta quinta-feira, começa a mostra competitiva de dança

Cão sem Plumas, de Deborah Colker, leva emoção e crítica social à abertura do 35º Festival de Dança de Joinville Maykon Lammerhirt/Agência RBS
Cão sem Plumas é baseado na obra de João Cabral de Melo Neto Foto: Maykon Lammerhirt / Agência RBS

A noite de abertura nesta quarta-feira do Festival de Dança de Joinville levou Cão sem Plumas, da Cia. de Dança Deborah Colker, ao palco do Centreventos Cau Hansen. A apresentação abriu oficialmente as apresentações da 35ª edição do evento, pelo qual devem passar mais de 230 mil espectadores até o dia 29 de julho. Nas boas-vindas ao público antes do espetáculo, o presidente do Instituto Festival de Dança, Ely Diniz lembrou a situação econômica brasileira, com cortes de verbas em vários setores, incluindo a cultura.

– Apesar disso, o governo do Estado está conseguindo manter os recursos à arte e à dança por entender que é importante econômica e culturalmente – destacou Ely Diniz.

Na abertura, o governador Raimundo Colombo recebeu a Ordem do Mérito Cultural Bolshoi Brasil, a maior honraria da escola, que só tinha sido dada antes ao ex-governador Luiz Henrique da Silveira. 

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 A homenagem mais aplaudida da noite foi para a produtora cultural Albertina Tuma, por sua contribuição à história do Festival de Dança de Joinville. O reconhecimento foi entregue pela curadora do Festival deste ano, Ana Botafogo.

Inspirado em um poema de 1950 do poeta João Cabral de Melo Neto, Cão sem Plumas levou um misto de sensações e emoções ao público. O espetáculo idealizado e construído ao longo de três anos e meio retrata de forma crítica a vida dos moradores de Pernambuco na rota de passagem do rio Capibaribe.

Com nascente entre o agreste e o sertão pernambucano, o rio Capibaribe banha 42 cidades do Estado até desaguar no Atlântico. Foi lá também que, segundo Deborah Colker, nasceu a essência do espetáculo apresentado ontem. Transformando o palco em um encontro de tons e movimentos, os 13 bailarinos dançaram ao som de maracatu, coco e outros ritmos regionalistas, combinados a ritmos eletrônicos e a trechos declamados. O cinema fez parte do esperáculo, com projeções.

Apesar de contar com a lotação máxima de 4,2 mil pessoas, a noite de abertura não teve a coreógrafa Deborah Colker. Com viagem marcada dos EUA para o Brasil, problemas no embarque a impediram de chegar no evento. Por telefone, ela lamentou a ausência e destacou a importância do Festival de Dança.

– É um lugar onde jovens realmente interessados em dança assistem ao espetáculo, jovens que podem vir a se tornarem bailarinos, coreógrafos, professores, ensaiadores... Considero muito importante (Cão sem Plumas na Noite de Abertura) para propor discussão de qual é a função da dança. Porque ele precisa, para ser um artista, saber sobre a cultura popular, sobre o mundo e não só sobre o mundo da dança – afirmou.


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