Ator do Porta dos Fundos é alvo de críticas e protestos por interpretar transexual em peça   - Lazer e Cultura - Jornal de Santa Catarina

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POLÊMICA12/01/2018 | 10h50Atualizada em 12/01/2018 | 10h50

Ator do Porta dos Fundos é alvo de críticas e protestos por interpretar transexual em peça  

Luis Lobianco estava apresentando "Gisberta", peça baseada na vida de uma transexual brasileira  assassinada em Portugal, quando foi alvo de manifestações

Ator do Porta dos Fundos é alvo de críticas e protestos por interpretar transexual em peça   Divulgação/Divulgação
Luis Lobianco na peça "Gisbela" Foto: Divulgação / Divulgação

Conhecido por participar de vídeos do canal Porta dos Fundos, Luis Lobianco está sendo criticado pela peça que encena em Belo Horizonte (MG). Gisberta conta a história de uma  transexual brasileira que foi assassinada em Portugal em 2006. Luis protagoniza a peça e, por isso, foi alvo de reclamações.

 O Movimento Nacional de Artistas Trans e o Coletivo T são dois dos que se manifestaram na internet. Na abertura da temporada do espetáculo, que ocorreu no Centro Cultural Banco do Brasil de Belo Horizonte, também houve protestos, mas presenciais. A queixa é pela falta de representatividade no cenário artístico. 

— Lutamos pela humanização dos nossos corpos e identidades e pela naturalização das nossas presenças nos mais diversos espaços da sociedade — diz manifesto escrito pela atriz e travesti Renata Carvalho, com o grupo do qual faz parte, o Coletivo T. O posicionamento do coletivo foi divulgado pelo jornal Folha de S.Paulo.

Luis afirmou em post no Facebook que foi contatado por outro coletivo também: —  Fui contactado por uma representante do grupo Transvest, de BH, com o intuito de dialogar representatividade e empregabilidade. Por que uma peça que fala sobre a marginalidade que a sociedade impõe às pessoas trans não tem nenhum T em sua equipe? Acho a provocação muito pertinente e um ponto de partida para discutirmos a profissionalização dessas pessoas — relata. 

No entanto, o ator diz também ter ficado chateado com ataques pessoais e comparações com a prática do blackface: —  O que não cabe mesmo é a comparação com o “blackface” por respeito a outros movimentos e à simbologia desta prática. Para todas as outras questões vamos precisar de muito tempo pra entender. O teatro é milenar e esse questionamento só chegou na classe teatral recentemente. Não é uma matemática. Não tem uma resposta só. Vamos ter que fazer muitas peças e conversar muito pra entende.

Luis continua o desabafo: 

—  Como ator assumidamente gay e realizando trabalhos com LGBTs me senti apto a contar essa história. Por uma questão de escolhas dramatúrgicas, a pesquisa caminhou para que eu não interpretasse a Gisberta como personagem da peça. Para tratar de sua ausência criamos um mosaico de personagens fictícios e reais que observam o seu lugar de fala e nunca o assumem. 

O ator finaliza: 

—  Estou exausto. Questionando se levo adiante futuros projetos com essa temática.


 

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