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Música08/02/2018 | 11h20Atualizada em 08/02/2018 | 11h20

Blumenauense John Mueller lança segundo álbum solo

Em entrevista, músico fala sobre as inspirações de "Na Linha Torta", que será lançado na semana que vem

Blumenauense John Mueller lança segundo álbum solo Vinicius Giffoni/Divulgação
Foto: Vinicius Giffoni / Divulgação

 O cantor e compositor blumenauense John Mueller se prepara para lançar no próximo dia 16 o segundo álbum solo em plataformas digitais, como Spotify, Deezer e iTunes. O disco “Na Linha Torta”, gravado no estúdio The Magic Place, em Florianópolis, conta com a direção musical de Jorge Helder e participações especiais do compositor e violonista Guinga, do pianista Cristovão Bastos, das cantoras Ana Paula da Silva e Fabi Félix e do acordeonista Bruno Moritz. Mueller conta na entrevista a seguir um pouco sobre a carreira e a produção do novo disco. Confira:

Quando surgiu o interesse pela música?

Penso que a música nos escolhe para fazer parte dela (risos). Quando eu era adolescente, achava que seria jogador de futebol, tive até oportunidade de ir para o Vitória, da Bahia, mas, na época, meu pai ficou com medo e não me deixou ir. Nessa mesma época, eu já tocava violão nas rodinhas de amigos do futebol e cada vez mais o violão foi fazendo parte da minha vida, até que comecei a estudar num desses cursos de violão de bairro e a partir daí iniciou minha paixão pelo instrumento. Comecei a participar de festivais nos bairros com nove anos e não parei mais. Fiz aulas no Teatro Carlos Gomes e montei minha primeira banda, chamada Tribus da Lua. Fui cada vez mais me profissionalizando nesse mundo que amo demais. Até o dia em que me encontrei na MPB, gravei meu primeiro álbum solo, em 2014, intitulado "Por Um Fio", com grandes nomes da música brasileira, e a partir daí minha carreira começou a alçar voo.

Como foi a produção do novo disco?

O segundo álbum foi de uma energia e de uma entrega muito grandes de todos os envolvidos. Trouxe o Jorge Helder para fazer a direção musical, trabalhamos junto nos nossos arranjos e está tudo lindo.

O violonista Guinga era apenas para tocar na canção-título do álbum e depois ele resolveu cantar também. Como isso aconteceu?

Guinga sempre foi uma grande referência para mim, como compositor e violonista. Quando compus "Na Linha Torta", faixa em que ele participa, na hora pensei nele, pois é uma música mais densa, é quase que um choro lento, segundo ele mesmo citou, e tem uma melodia dramática que combina com ele. Então levei isso para o Jorge, fizemos o convite, ele pediu para ouvir a canção e então escreveu dizendo: "Já estou com a introdução pronta. Quando gravamos?" Para minha surpresa, quando cheguei ao Rio para acompanhar a gravação do arranjo de violão do Guinga, eis que ele me pergunta: "Posso cantar também?". Ter o Guinga tocando e dividindo o canto em uma música comigo é algo para se ter muito orgulho.

Como foi o convite para a participação da cantora Ana Paula da Silva?

A Ana sempre foi uma referência de artista na minha carreira. Sempre tive uma enorme admiração por ela e sempre segui seus passos também. Quando surgiu a ideia do novo disco e já tinha composto "Maré Rasa", achei que seria uma alegria tê-la nessa canção. Ela se encantou com a música. O resultado ficou fantástico. Só tenho a agradecer pela generosidade dela.

O pianista Cristovão Bastos fez participação especial no teu primeiro disco e está de volta no segundo. Como foi esse contato?

Cristovão é aquele artista que todos deveriam conhecer. Um dos grandes gênios da música brasileira, um pianista ímpar. Tenho a honra de poder chamá-lo de amigo. Então, o convite foi assim: "Cristóvão, tô te ligando pra dizer que tô gravando meu novo disco e queria saber se tu podes fazer uma participação?" O retorno dele foi: "Claro que sim, fico muito feliz em teres lembrado de mim". Ô sorte, como diria Wilson das Neves (risos).

O que o público pode esperar no segundo disco? 

Um disco colorido, com mais identidade, bem brasileiro, com muita verdade e vários climas. Um disco para todos ouvirem, mais comunicativo, para todos, de Norte a Sul. 

 

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