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Lima17/12/2017 | 17h31

Maioria dos peruanos acha que Kuczynski deve deixar presidência, diz pesquisa

AFP
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A maioria dos peruanos acredita que o presidente Pedro Pablo Kuczynski deve deixar o governo, e que seu sucessor deve convocar eleições, segundo uma pesquisa divulgada neste domingo (17), em meio a uma crise política.

A presidência de Kuczynski está por um fio, e sua permanência será decidida nesta quinta-feira (21), quando ele ou seu advogado comparecerem para expôr sua defesa no Congresso Nacional, que, em seguida, vai votar um pedido pluripartidário de que deixe o cargo por "incapacidade moral".

Entre os entrevistados pelo Ipsos, 57% acreditam que Kuczynski deve deixar cargo, contra 41% que acham que o mandatário deve concluir seu mandato de cinco anos, até julho de 2021.

Kuczynski luta para sobreviver desde que a Odebrecht afirmou, esta semana, que pagou quase 5 milhões de dólares por consultorias de empresas ligadas ao mandatário entre 2004 e 2013.

Do total, 782 mil dólares foram pagos à Westfield Capital, companhia de Kuczynski, quando era ministro da Economia e primeiro-ministro de Alejandro Toledo (2001-2006). Outros 4,05 milhões foram para a First Capital, empresa de um ex-sócio.

Caso Kuczynski, 79 anos, deixe a presidência, 67% opinam que novas eleições gerais (presidenciais e parlamentares) deveriam ser convocadas. Apenas 30% pedem o respeito à fórmula constitucional, que prevê que o primeiro vice-presidente, Martín Vizcarra, assuma o cargo pelo período restante.

O Peru tem dois vice-presidentes: Martín Vizcarra, atual embaixador do Peru no Canadá, e Mercedes Aráoz, presidente do Conselho de Ministros.

A pesquisa do Ipsos indica também que 61% dos questionados acreditam que o mandatário enfraquecido deveria dissolver o Congresso e convocar novas eleições parlamentares. Esta opção, contudo, é improvável, devido às questões legais, no contexto atual.

A desaprovação à gestão de Kuczynski subiu a 75% em dezembro, 10 pontos a mais do que no mês anterior, e em seu nível mais alto desde que ele chegou ao governo, em julho de 2016. A aprovação caiu de 27% a 18%, seu nível mais baixo.

O Ipsos entrevistou 1.287 pessoas, entre 13 e 15 de dezembro.

* AFP

 

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