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Bangcoc09/02/2018 | 19h49

Reuters diz que jornalistas foram presos por investigarem massacre rohingya

AFP
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Dois jornalistas da Reuters, há dois meses sob custódia das autoridades birmanesas, foram presos por investigarem o massacre de 10 rohingyas, noticiou a agência de notícias em um relato que detalhava os terríveis assassinatos.

É a primeira vez que a Reuters confirma publicamente que os cidadãos de Mianmar Wa Lone, de 31 anos, e Kyaw Soe Oo, de 27 anos, estavam trabalhando quando foram presos em 12 de dezembro nos arredores de Yangon.

Agora os dois enfrentam até 14 anos de prisão por acusações de posse de documentos secretos em violação à Lei dos Segredos Oficiais da era colonial.

Sua situação provocou um alarme global sobre a liberdade de imprensa em Mianmar e os esforços do governo para conter os relatos sobre o norte do estado de Rakhine, onde as tropas são acusadas de realizar uma campanha de limpeza étnica contra os muçulmanos rohingyas.

Na quinta-feira, a Reuters publicou um relato descrevendo como as tropas de Mianmar e os aldeões budistas executaram 10 rohingyas no vilarejo Rakhine Inn Dinn, em 2 de setembro de 2017, e jogaram seus corpos em uma fossa.

"A investigação da Reuters sobre o massacre de Inn Din foi o que levou as autoridades de Polícia de Mianmar a prender dois dos repórteres da agência de notícias", segundo contam.

O relato foi baseado em depoimentos de aldeões budistas, agentes de segurança e parentes dos homens mortos. Também inclui fotografias das vítimas, ajoelhados e com as mãos amarradas antes de serem mortos, e de seus corpos em uma fossa.

Um mês depois da prisão dos jornalistas, o Exército de Myanmar emitiu uma rara declaração admitindo que as forças de segurança participaram de execuções extrajudiciais de 10 "terroristas" rohingyas na aldeia Inn Din.

O relato da Reuters diz que as testemunhas negaram a existência de um grande ataque de militantes rohingyas antes do suposto massacre.

Um porta-voz do governo de Mianmar não respondeu imediatamente ao pedido de comentários. No entanto, Mianmar nega veementemente os abusos sistemáticos por parte de seus agentes de segurança, apesar de um crescente volume de evidências apontando para as atrocidades.

Os juízes negaram o pedido de fiança aos dois repórteres durante o período de audiência pré-julgamento, apesar dos pedidos de libertação de grupos de direitos humanos e diplomatas em todo o mundo.

A próxima audiência está prevista para 14 de fevereiro.

* AFP

 

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