Servidores da Celesc voltam ao trabalho nesta quarta-feira na Grande Florianópolis - Jornal de Santa Catarina: notícias de Blumenau, Vale do Itajaí e SC

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31/05/2011 | 20h21

Servidores da Celesc voltam ao trabalho nesta quarta-feira na Grande Florianópolis

Reunião pela manhã deve apontar os rumos do movimento

Cerca de 200 funcionários da Celesc estão em paralisação desde às 6h desta terça-feira na Grande Florianópolis. Eles reclamam de falta de material de trabalho, da carência de automóveis, além da ausência de gerenciamento. Os trabalhos serão retomados nesta quarta-feira.

Uma reunião entre trabalhadores e representantes da empresa, marcada para o início da manhã, deve definir os rumos do movimento.

Segundo o diretor de imprensa do Sindicato dos Eletricitários de Florianópolis e Região (Sinergia), os servidores vão propor mudanças na forma de trabalho na Celesc. Caso as reivindicações não sejam acatadas pode haver uma nova paralisação com adesão de todo Estado.

De acordo com Souza, a Celesc possui cinco veículos F4-1000 novos parados no pátio da empresa.

— Temos que pegar material sucateado do almoxarifado. Isso acontece em todo o Estado, mas na Grande Florianópolis o problema é mais grave.

Os funcionários atribuem os problemas a falta de gerenciamento a influências político-partidárias.

Direção diz que quer resolver o problemas

De acordo com o diretor técnico da Celesc, Cleverson Siewrt, a empresa concorda com algumas reivindicações dos empregados, está aberta ao diálogo com os servidores e quer resolver os problemas.

Segundo Siewrt, em janeiro de 2010, quando a nova gestão assumiu a Celesc, foi feita uma reanálise da questão orçamentária e novos pedidos de materiais foram feitos. A previsão de chegada é junho, julho e setembro.

—  São materiais que não existem nas lojas, precisam ser encomendados, e por isso demoram para ser entregues — fala o diretor.

A falta de materiais, segundo ele, aconteceu pelo aumento da demanda da Celesc que cresceu 70% no último ano, e como não havia estoques, alguns componentes acabaram faltando. Para evitar que o problema se repita o diretor diz que o pedido tem de 30 a 40% mais itens do que o número encomendado nos últimos dois anos.

Quanto aos veículos, Siewrt, afirma que novos carros já foram comprados e estão a disposição dos funcionários.

A  paralisação não comprometeu a distribuição de energia e os serviços de emergência foram atendidos.

DIÁRIO CATARINENSE

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