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31/05/2011 | 15h54

Uso de celulares pode ser cancerígeno, alerta OMS

Grupo de pesquisa busca classificar o risco da doença

Uso de celulares pode ser cancerígeno, alerta OMS Emílio Pedroso/Agencia RBS
Estudo mostra aumento de 40% no risco de gliomas entre os maiores usuários Foto: Emílio Pedroso / Agencia RBS

O Centro Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (CIRC), agência especializada da Organização Mundial da Saúde (OMS), anunciou nesta terça-feira que o uso de telefones celulares deve ser considerado como fator "possivelmente cancerígeno para o ser humano".

— Testes sobre o assunto, nos campos eletromagnéticos de radiofrequência, apontam campos muito fortes para justificar uma preocupação quanto a esta classificação — considera Jonathan Samet, presidente do grupo de pesquisa patrocinado pelo CIRC, após uma reunião de oito horas na França, com cerca de 30 especialistas de 14 países.

Conforme Samet, o grupo de pesquisa busca classificar por meio de estudos epidemiológicos um risco crescente de glioma, um tipo de câncer do cérebro relacionado ao uso de celular.

— Esta classificação significa que pode haver risco e que, por isso, devemos ficar atentos à relação entre os telefones celulares e o aparecimento do câncer.

Segundo Christopher Wild, diretor do CIRC, é importante a realização de pesquisas complementares sobre a utilização intensiva, a longo prazo, dos celulares.

— Durante a espera da disponibilização de tais informações, é importante tomar medidas pragmáticas, a fim de reduzir a exposição (às ondas) — acrescentou, citando a utilização de kits que deixam as mãos livres e os SMS.

O grupo de trabalho não quantificou o risco, mas faz referência a um estudo sobre o uso desses aparelhos até 2004, que mostravam um aumento de 40% do risco de gliomas entre os maiores usuários (definidos, na época, como os que acionavam o aparelho durante 30 minutos por dia durante 10 anos).

Os especialistas estudam, também, os riscos em outros campos eletromagnéticos, tais como radares, micro-ondas, emissores de rádio ou televisão, ou telecomunicação sem fio, considerado as provas, nestes casos, ainda insuficientes.

AFP

 
 

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