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Política14/07/2017 | 02h10Atualizada em 14/07/2017 | 02h10

Carolina Bahia: Temer ainda vai sangrar

Na luta pela sobrevivência, o governo minimiza os riscos de deixar a votação para depois do recesso, dizendo que a oposição, se quiser, que se mobilize

Carolina Bahia: Temer ainda vai sangrar SERGIO LIMA/AFP
Foto: SERGIO LIMA / AFP

Ao contrário do que esperavam os articuladores políticos do governo, a vitória do presidente Michel Temer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) não foi nada fácil. O Palácio precisou manobrar, trocou pelo menos 14 titulares, distribuiu emendas, mobilizou aliados e, no fim, conseguiu na ponta do lápis os 40 votos necessários para derrubar o relatório do peemedebista Sergio Zveiter (MG).  Um resultado manipulado, que revela a fragilidade política do governo. 

O Planalto, no entanto, fez questão de destacar o resultado, dizendo que possui uma maioria sólida. Não é bem assim. Temer ainda tem uma base aliada significativa, mas gelatinosa. O PSDB, por exemplo, liberou a bancada. A estratégia de acelerar a votação em plenário também está indo para o brejo. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não abre mão do quórum de 342 deputados para abrir a sessão e, às vésperas do recesso, não há essa garantia. 

A oposição não tem interesse em garantir presença, primeiro porque não tem os 342 votos suficientes para levar adiante a denúncia. Além disso, alimenta a esperança que nas próximas semanas apareçam novidades que compliquem ainda mais a vida de Temer. Basta dar uma olhada nas informações do doleiro Lúcio Funaro sobre malas de dinheiro para o ex-ministro Geddel Vieira Lima. Na luta pela sobrevivência, o governo minimiza os riscos de deixar a votação para depois do recesso, dizendo que a oposição, se quiser, que se mobilize. Na vida real, porém, Temer passará os próximos 15 dias sangrando, preocupado com novas delações.

Lula e a farsa
Condenado pelo juiz Sérgio Moro, o ex-presidente Lula assume o seu personagem preferido: o de vítima de perseguição política. É com o velho discurso do "nós contra eles", que ele vai para o palanque em 2018. Se cair da malha fina da lei da Ficha Limpa, vai virar cabo eleitoral de luxo de um "poste" escolhido por ele, a exemplo do que ocorreu com Dilma Rousseff.

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