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Mudanças14/07/2017 | 22h16Atualizada em 14/07/2017 | 22h16

Empresariado de Blumenau prevê melhora na economia com leis trabalhistas

Associações e sindicatos patronais acreditam em crescimento em Blumenau depois da reforma

Empregados e empregadores discordam em inúmeros fatores sobre a Reforma Trabalhista, mas concordam em um aspecto: ela marca uma nova era. A antiga Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), datada em 1943, teve artigos revistos e atualizados e adaptados para a realidade de um mercado de trabalho que mudou ao longo de sete décadas. Ansioso para que as mudanças entrem em vigor — sancionadas pelo presidente Michel Temer na quinta-feira, o novo texto tem 120 dias para ser colocada em prática — o empresariado de Blumenau está otimista e crê que as mudanças, além de modernizar a relação capital-trabalho, gerarão novos empregos, impactando diretamente a economia.

Para o presidente do Sindilojas, Emílio Schramm, a flexibilização da lei é o maior ganho, pois com nova legislação, menos engessada, como ele cita, é possível contratar funcionários temporários, reconhecer novas atividades e fazer adaptações desde que aja uma conversa entre empregado e empregador. E os resultados não devem demorar para aparecer:

— Eu imagino uns seis meses de acomodação, para todo mundo saber até onde pode ir e até onde não pode ir. E aí, a coisa vai começar a fluir, eu estou muito otimista. Teremos contratações, sim — garante.

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O empresário Avelino Lombardi, presidente da Acib, ressalta que além de facilitar novas contratações, a reforma é avanço fundamental em busca de um ambiente de negócio melhor.

— Estamos com legislação arcaica, da década de 1940, onde as empresas não têm mais o poder de diálogo com seus empregados porque foi uma judicialização completa das relações trabalhistas e não há possibilidade de fazer uma modificação, de ter um acordo com os empregados como deveria ser. Certamente haverá mais contratações, menos desemprego.

Outro ponto citado é o fato de que muitos trabalhadores sairão da informalidade para fortalecer o mercado formal. Em consenso, eles citam que regras anteriores dificultavam contratações, o que deve mudar assim que as alterações da CLT entrem em prática.

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— Você vai tirar da informalidade milhões e milhões de trabalhadores de forma gradual, que estavam hoje informais. Você vai criar um longo exercício de confiança recíproca. Os dois lados vão ter que aprender a conversar. De forma aberta, sem muita regra, sem ser de cima para baixo. É a relação capital-trabalho que vai ficar moderna, que vai ficar atual — ressalta Ulrich Kuhn, presidente do Sindicato Indústria Fiação Tecelagem Vestuário (Sintex).

Ganha o mercado, ganha a economia

A consequência das contratações será o crescimento da economia, mesmo em um momento conturbado em que o país passa, anseiam os empresários de Blumenau. Segundo Osmar Ricardo Labes, coordenador do Intersindical Patronal de Blumenau e Região, empregadores terão condições de efetivar mais trabalhadores:

— Com certeza vai trazer benefícios e nós entendemos que não vai ter prejuízo nenhum para os trabalhadores, ao contrário. Claro que ainda vai passar por um processo de adaptação, mas a expectativa é grande. Não é interessante a gente se precipitar e colocar um prazo, é muito difícil pois está tudo muito recente, mas pode ser em um curto ou médio prazo.

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Outros são mais otimistas,
como é caso de Elson Schutz, presidente da Associação de Micro e Pequenas Empresas de Blumenau (Ampe). Ele acredita que o reflexo virá em menos de um ano:

— Quando o empregador não estava mais admitindo, por conta de um excesso de leis não adequadas ao momento da economia e a modernização que houve, a mudança traz renovação ao sistema. Vem para somar, para ambas as partes. Não tenho dúvida que o empregador vai apostar no seu empregado, por conta desta relação direta e desta flexibilidade. Ganha o mercado, ganha a economia.

Segundo o presidente da CDL Blumenau, Helio Roncaglio, ainda é preciso avaliar as novas regras e adaptar a realidade de cada setor. Todos os empresários comentaram que ainda estudam as mudanças e compartilham as informações com seus pares. O que também está presente no discurso de todos é a necessidade de outras mudanças:

— É só essa reforma que precisa? Não. A gente precisa de reforma política, a gente precisa de uma reforma fiscal. A gente precisa de muitas reformas. E independente de partido, de qualquer coisa, elas não foram feitas. O que está sendo proposto (na Reforma Trabalhista) é algo que já estávamos esperando, mas é algo que o empresário também vai ter que se preparar.

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