Londres corre contra o tempo para enfrentar ameaça de Brexit sem acordo - Jornal de Santa Catarina: notícias de Blumenau, Vale do Itajaí e SC

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Londres10/12/2018 | 17h43

Londres corre contra o tempo para enfrentar ameaça de Brexit sem acordo

AFP
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O governo britânico está acelerando os preparativos ante os riscos de um Brexit sem acordo, afirmou nesta segunda-feira (10) a primeira-ministra britânica, Theresa May, após anunciar o adiamento da votação no Parlamento do acordo negociado com Bruxelas.

"Enquanto não conseguirmos ratificar um acordo, aumenta o risco de um Brexit sem acordo. Sendo assim, o governo intensificará o trabalho de preparação para este potencial resultado", afirmou diante dos deputados.

Ninguém pode dizer com certeza o que vai acontecer se o Reino Unido for surpreendido em 29 de março por uma saída brutal da União Europeia, mas diante das incertezas, as autoridades britânicas advertiram a população, em várias notas técnicas, para algumas coisas para as quais podem preparar caso o pior aconteça.

- Gastos de telefonia e bancários -

Na telefonia móvel deixaria de valer imediatamente o roaming gratuito. Sendo assim, os britânicos que estiverem em Madri, Paris ou Berlim teriam que pagar tarifas adicionais. E os moradores da Irlanda do Norte teriam que verificar se seus aparelhos não vão se conectar a operadoras da vizinha República da Irlanda caso estejam perto demais da fronteira.

Algo similar aconteceria com os cartões de crédito e débito, que teriam custos adicionais, enquanto as operações bancárias ficariam mais lentas, segundo Londres.

- Caos nos aeroportos -

Os aviões britânicos perderiam a licença para voar para a Europa após a entrada em vigor do Brexit, às 23H00 GMT (20h em Brasília) de 29 de março, levando os grandes aeroportos londrinos a um caos que poderia se espalhar para o resto do mundo.

Londres diz "contemplar" a concessão de uma autorização especial às companhias aéreas europeias para que continuem voando para Heathrow e outros destinos britânicos e "esperaria" que os outros 27 países da UE fizessem o mesmo.

Os serviços do trem de alta velocidade Eurostar também poderiam sofrer as consequências do fim das licenças na Europa para os operadores ferroviários britânicos.

- Papéis, papéis, papéis -

Os trâmites burocráticos podem aumentar em um nível absurdo. As empresas que fazem negócios com a Europa teriam que preencher montanhas de declarações da alfândega.

Os turistas britânicos que quiserem alugar um carro poderiam precisar de uma carteira de motorista internacional porque as nacionais não seriam válidas no continente e até os animais de estimação precisariam de novos papéis para viajar após perder seus passaportes europeus.

- Medicamentos e esperma -

A situação poderia ser mais preocupante para as pessoas que dependem de tratamento médico: as autoridades estão convencendo as empresas farmacêuticas a fazerem reservas adicionais para seis semanas além dos três meses que já têm estabelecidos.

Isto deve permitir cobrir interrupções de curto prazo devido ao bloqueio nas alfândegas.

Igualmente, o Reino Unido já não poderia acessar os bancos de esperma europeus. Os estabelecimentos britânicos terão que desenvolver novos acordos e poderiam recorrer a importações de países terceiros.

- Advertências aos consumidores -

O governo advertiu também que as compras on-line feitas em euro poderiam sofrer um aumento de preços e as transações terem prazos mais longos.

Atividades de lazer, como assistir a um filme no celular ou no tablet enquanto se viaja pelo continente poderiam se tornar mais complicadas: teoricamente os britânicos poderiam perder o acesso aos serviços de streaming fora do Reino Unido porque o país não faria mais parte do "mercado único digital" europeu.

- Whisky e pedigree -

Os britânicos são orgulhosos do whisky escocês e do queijo de Stilton, mas o status de todos os seus produtos, dos doces de Cornish às tortas de presunto de Melton Mowbray ficariam no ar porque perderiam sua "denominação de origem protegida" (DOP) na Europa.

Os 86 produtos britânicos com DOP representam um quarto de todas as exportações de comidas e bebidas.

E inclusive os criadores de cavalos puro-sangue no Reino Unido teriam dificuldade para exportar seus animais ao continente porque suas denominações de pedigree não seriam mais válidas.

* AFP

 

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