População cria movimento pela reunificação de Blumenau - Política e Economia - Santa

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1934: O ano que mudou Blumenau07/03/2014 | 22h49

População cria movimento pela reunificação de Blumenau

Descontentes com a divisão, moradores se revoltaram contra o governo

Em 22 de fevereiro, em meio ao furor da separação, foram às ruas cerca de 15 mil pessoas de toda a região. Os cartazes erguidos pelo Centro de Blumenau ao alto eram claros: queriam a cidade reunificada. O movimento, que ganhou contornos de revolta popular, recebeu o nome de Por Blumenau Unido.

O comércio permaneceu fechado por pelo menos 10 dias. José Ferreira da Silva diz que Blumenau apresentou aspecto de praça em pé de guerra. A população preparou as armas, enquanto o governo de SC enviou tropas para conter os mais exaltados. Os mantimentos tiveram venda limitada e guardas ficaram de prontidão nos acessos à cidade. O então prefeito Jacob Schmidt não resistiu à revolta e desapareceu de Blumenau, sendo afastado do cargo. Os aliados dele, aponta Ferreira da Silva, foram agredidos. A revolta não sensibilizou Artistiliano Ramos.

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Os distritos de Indaial e Timbó foram sacramentados municípios no dia 28, menos de duas semanas depois do primeiro decreto. Indaial ainda ficou com Apiúna. Timbó abarca os distritos Rodeio, Encruzilhada (hoje região de Rio dos Cedros) e Benedito (Benedito Novo e Doutor Pedrinho).

Para justificar ao governo federal a separação, o interventor federal Aristiliano alegou que o desmembramento seria uma medida administrativa para alavancar o processo de nacionalização na região.

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Quando os novos municípios foram instalados, em março, a população estava mais calma. Nomeado pelo interventor federal para substituir Schmidt, o capitão da Força Estadual Antônio Martins dos Santos conseguiu apaziguar os ânimos e conquistar a confiança dos blumenauenses. Santos foi substituído em agosto pelo prefeito interino João Gomes da Nóbrega.

Sérgio Almir dos Santos, prefeito de Indaial e presidente da Associação dos Municípios do Médio Vale do Itajaí, acredita que a divisão de Blumenau foi salutar à região. Para ele, as cidades tiveram liberdade para crescer, fortalecendo as economias locais. Em conjunto encontraram soluções para problemas complexos, como o lixo, e trabalham para tirar do papel a duplicação da BR-470.

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