E agora, Temer? O desafio de adaptar o ministério a um governo permanente - Política e Economia - Santa

Após o impeachment31/08/2016 | 13h35Atualizada em 31/08/2016 | 14h21

E agora, Temer? O desafio de adaptar o ministério a um governo permanente

Após a volta da viagem à China, o novo presidente deve fazer mudanças em algumas pastas, mas de forma cautelosa

E agora, Temer? O desafio de adaptar o ministério a um governo permanente José Cruz/Agência Brasil
Foto: José Cruz / Agência Brasil

Efetivado na condição de presidente da República, Michel Temer avalia ajustes na composição e no formato do seu time ministerial. Apesar de ter alterações no horizonte, o peemedebista garante a emissários não ter pressa. Eventuais mudanças não serão anunciadas antes de seu retorno da China, na próxima semana.

— Não é hora para isso. Há outros temas mais importantes na frente — afirma o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE).

Das 26 pastas do governo, duas estão nas mãos de interinos: Turismo e Planejamento, que perderam os titulares Henrique Alves (PMDB-RN) e Romero Jucá (PMDB-RR) em decorrência da Operação Lava-Jato.

No Turismo, o Planalto chegou a ensaiar a nomeação do deputado Marx Beltrão (PMDB-AL), ligado a Renan Calheiros (PMDB-AL), porém recuou. Como a intenção é contemplar Renan e a bancada da Câmara na mesma escolha, o político segue cotado. Outra possibilidade seria indicar uma parlamentar, a fim de rebater críticas sobre a ausência de mulheres no primeiro escalão federal.

No Planejamento, o retorno de Jucá não está descartado, apesar da ciência do desgaste que a decisão traria ao governo. A mudança não está entre as prioridades, já que o interino Dyogo Oliveira é bem avaliado por Temer e mantém relação próxima de Jucá, que segue opinando na pasta.

Um dos imbróglios a ser resolvido é o futuro do Ministério do Desenvolvimento Agrário, extinto por Temer e transformado em secretaria vinculada à Casa Civil. Pressionado por entidades e parlamentares ligados à agricultura familiar, o Planalto avalia três cenários: fundir a estrutura ao Desenvolvimento Social, juntá-la à Agricultura ou recriá-la com status de ministério. A preferência, no momento, é por uma das fusões. Independente do desfecho, a área deve ficar sob influência do Solidariedade, partido do deputado Paulinho da Força (SD-SP).

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Entre possíveis mudanças constam duas substituições especuladas no Congresso, mas negadas na cúpula do governo. Temer poderia trocar os comandos da Advocacia-Geral da União, que está com Fábio Medina Osório, e do Ministério da Saúde, com Ricardo Barros (PP-PR). No caso da Saúde, foi retomado o flerte com o médico Raul Cutait.

O comportamento de Osório e as declarações polêmicas de Barros desagradaram Temer. Contudo, seus conselheiros ponderam que uma troca depois de quatro meses seria um atestado de que errou nas escolhas. Contra a pressa por uma minirreforma ministerial pesa, também, o receio do impacto na base diante da necessidade de aprovar no Congresso medidas do ajuste fiscal, como a PEC do teto de gastos. Se as escolhas desagradarem, o mexe provocaria uma instabilidade desnecessária no Congresso.

– Não vejo grandes mudanças no horizonte. O ajuste fiscal vai concentrar os esforços do governo — assegura o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS).

 

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