Governo vai enviar reforma da Previdência ao Congresso em setembro - Política e Economia - Santa

Contrariando aliados06/09/2016 | 18h42Atualizada em 06/09/2016 | 20h06

Governo vai enviar reforma da Previdência ao Congresso em setembro

Parlamentares de partidos aliados argumentavam que o envio da proposta agora poderia atrapalhar disputas eleitorais por ser uma medida impopular

Governo vai enviar reforma da Previdência ao Congresso em setembro Jonas Pereira / Agência Senado/Agência Senado
Foto: Jonas Pereira / Agência Senado / Agência Senado
Agência Brasil
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Apesar dos apelos de partidos da base aliada para adiar o envio da reforma da Previdência ao Congresso Nacional, o presidente Michel Temer decidiu que vai mandar a proposta este mês, antes das eleições municipais.

A reforma da Previdência tem sido anunciada pelo governo desde que Temer assumiu a Presidência como interino, em maio deste ano. Parlamentares de partidos aliados, porém, argumentavam que o envio agora poderia atrapalhar as disputas eleitorais por ser uma medida impopular.

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De acordo com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, Temer manifestou-se nesta terça-feira no sentido de enviar ainda neste mês a proposta, como havia prometido em ocasiões anteriores.

— Nós temos que entender que temos uma base parlamentar que tem posição diferente e está dialogando com o presidente. O segredo agora do presidente Michel é fazer com que a base tenha um consenso mínimo. Ele quer mandar antes (das eleições) — disse. 

Segundo Padilha, que não quis estipular uma data para o envio, o "diálogo" para o envio da proposta será feito "assim que tivermos quórum".

Para o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, a dúvida sobre a data era mais uma questão de estratégia do que eleitoral. Ele informou que teve nesta terça-feira conversas com o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, sobre o assunto.

— É uma questão de estratégia parlamentar e não de mérito. O governo já tomou a decisão, acha que não tem condição de manter do jeito que está. A base defende, a reforma é necessária para colocar o Brasil nos trilhos — disse. 

Para Geddel Vieira Lima, Temer analisou os "custos e benefícios" e achou melhor "sinalizar claramente" para a necessidade do envio imediato da proposta até por uma questão "simbólica".

Vieira Lima disse também que os pontos mais polêmicos, como idade mínima aos 65 anos e transição aos 50 anos, estão sendo fechados "provavelmente esta semana" para que sejam encaminhados ao Congresso. 

— Basicamente não tem discordância, agora é levar à apreciação do presidente da República.

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*Agência Brasil

 

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