Moacir Pereira: A cassação e as reformas inadiáveis - Política e Economia - Santa

Opinião07/09/2016 | 11h27

Moacir Pereira: A cassação e as reformas inadiáveis



O noticiário que chega de Brasília começa a frustrar expectativas. Primeiro, com as novas manobras por setores da Câmara visando alguma punição alternativa ao deputado Eduardo Cunha, do PMDB. Para seu processo não há meio termo. Ou a Câmara termina logo esta sangria parlamentar que trava há dez meses as atividades do legislativo, com graves prejuízos para o País, ou arrisca-se a sofrer desgaste ainda maior do que o Senado, com a operação desastrosa de mutilar a Constituição, num acordo político vergonhoso avalizado pelo ministro Ricardo Levandowski.

O novo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), tem neste caso responsabilidade maior. Cabe a ele exigir quórum necessário à que se consuma a cassação, até para que não fique mais uma vez outro exemplo gritante de impunidade política.

No outro lado da Praça dos Três Poderes, o presidente Michel Temer tem desafios históricos a superar. O tempo é escasso. Seu prazo de carência começa a se esgotar. Até agora, setores da sociedade brasileira que viam em sua titularidade alguma perspectiva de retomada do crescimento, taparam o nariz para concessões fisiológicas inaceitáveis. A partir da efetividade no cargo, não lhe resta outra alternativa senão propor logo as reformas que o Brasil reclama para sair do atoleiro instalado pelo lulopetismo. Não tem que esperar pelas eleições coisa nenhuma.

Inexistem argumentos para protelar a reforma da previdência, a reforma da jurássica CLT e o enxugamento desta emperrada máquina estatal. Se Dilma tivesse aprovado as reformas não seria cassada.

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Desfile

Secretaria de Segurança Pública montou um esquema especial para assegurar o desfile comemorativo de 7 de setembro, a partir das 9h, na Passarela Nego Quirido, Centro de Florianópolis. O governador Raimundo Colombo estará presente, juntamente com secretários e todas as autoridades militares da região. A ordem é não permitir qualquer ato de vandalismo.

Vandalismo

Com base em fotos, depoimentos e filmagens realizadas durante as violentas manifestações, a Polícia Militar identificou 17 pessoas praticando atos de vandalismo e destruindo o patrimônio público. Desses, 14 já estão sendo intimados a prestar depoimentos na Polícia. Serão responsabilizados criminalmente pelas ações predatórias.

Orientação

O governador Raimundo Colombo vem sendo informado, em caráter permanente, desde sexta-feira, sobre as intervenções da Polícia Militar durante as manifestações. Deu aval integral à repressão policial aos atos de vandalismo que colocam em risco a segurança da população e ameaçam o patrimônio público e particular. A ordem é preservar a ordem pública.

Tecnologia
O prefeito de Canoinhas, Beto Faria (PMDB) recorreu ao drone para captar as melhores imagens e veicular fatos da campanha à reeleição nas redes sociais. Um dos vídeos atingiu 8 mil visualizações. Na última gravação teve a presença do deputado Mauro Mariani e do ex-senador Casildo Maldaner.

Judicialização

Mantida a candidatura de Clésio Salvaro, seu favoritismo ganha oxigênio na disputa com o prefeito Márcio Búrigo, do PP, candidato à reeleição em aliança com o PMDB, que indicou Acélio Casagrande de vice. A maior preocupação das lideranças de Criciúma é que a judicialização do processo eleitoral venha a prejudicar outra vez o futuro da cidade.

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