"O problema fiscal de SC deve ser combatido com medidas que não sucateiem as empresas públicas" - Política e Economia - Santa

Crise no Estado02/09/2016 | 17h52Atualizada em 02/09/2016 | 19h01

"O problema fiscal de SC deve ser combatido com medidas que não sucateiem as empresas públicas"

Coordenador dos sindicatos vinculados à Agricultura no Estado rebate artigo do secretário estadual da Fazenda

"O problema fiscal de SC deve ser combatido com medidas que não sucateiem as empresas públicas" Diorgenes Pandini/Agencia RBS
Foto: Diorgenes Pandini / Agencia RBS
Daniel Nunes das Neves
Daniel Nunes das Neves

Quando falamos que Santa Catarina está num patamar privilegiado em termos econômicos, em relação a outros estados, não podemos esquecer que 30% do PIB catarinense é oriundo da agricultura, e que os grandes responsáveis pela excelência no setor é o serviço público desempenhado em grande parte pelos trabalhadores da Epagri e Cidasc.

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Quanta injustiça seria, se a sociedade catarinense condenasse esses trabalhadores que estão em estado de greve lutando pela simples reposição da inflação, que apenas a representa a recomposição do poder de compra, além da manutenção de seus direitos que já existem. Portanto, não há gasto adicional por parte do empregador (governo).

A reposição do INPC para estes trabalhadores representa um impacto de 0,15% da arrecadação do estado, seria uma insanidade esta reposição diante de quase um terço do PIB?

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Além do mais, só a Epagri reduziu, no último ano, a sua folha de pagamento em torno de 17%, ou seja, o setor da agricultura já colaborou com o governo no corte de gastos.

O problema fiscal do estado deve ser combatido através de outras medidas que não sucateiem os serviços e empresas públicas. O Governo de SC deve, por exemplo, rever a sua renúncia de receita, já que segundo o TCE/SC deixou de arrecadar R$ 5,18 bilhões em impostos, uma quantia superior a qualquer outro gasto do governo.

Outro gasto do governo que deve ser revisto é a dívida pública, que sugou R$ 1,69 bilhões, em 2015, apenas para pagar juros e amortização. Recentemente, o governador abriu mão do processo que anulava a dívida catarinense com a União, para livrar-se do compromisso imediato com o seu pagamento.

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Uma discussão séria e clara com a sociedade, sobre a destinação dos impostos, nos traria a luz que não é a reivindicação da reposição dos trabalhadores das empresas Epagri e Cidasc que faria ¿arrebentar o elo econômico do estado¿, ao contrário, estes trabalhadores garantem o fortalecimento cada vez maior do setor.

É inadmissível penalizar a sociedade com o sucateamento dos serviços públicos e das estatais; as mobilizações dos seus trabalhadores servem também para garantir que a sociedade não sofra mais ataques por meio do desmonte de tudo aquilo que é público.

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