Senadores do PDT que votaram pelo impeachment podem ser expulsos, diz Lupi - Política e Economia - Santa

Reunião do diretório01/09/2016 | 17h00Atualizada em 01/09/2016 | 18h35

Senadores do PDT que votaram pelo impeachment podem ser expulsos, diz Lupi

Presidente nacional do partido convocou reunião para discutir eventuais sanções aos três senadores que votaram favoravelmente ao impeachment

Senadores do PDT que votaram pelo impeachment podem ser expulsos, diz Lupi Moreira Mariz//Agência Senado
Lasier Martins (PDT-RS) foi um dos três senadores que contrariaram recomendação da sigla no processo de impeachment Foto: Moreira Mariz/ / Agência Senado
Carlos Rollsing/RBS Brasília

carlos.rollsing@zerohora.com.br

Presidente nacional do PDT, Carlos Lupi convocou reunião do diretório para outubro, ainda sem data definida, com a intenção de discutir eventuais sanções a todos os três senadores do partido por terem votado favoravelmente ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

— Poderá ir de advertência a expulsão. A minha proposta será aquela que a Comissão de Ética apresentar — avisou Lupi, que sempre orientou pela rejeição do processo.

A bancada pedetista, integrada por Lasier Martins (RS), Acir Gurgacz (RO) e Telmário Mota (RR), votou integralmente pela deposição da petista. Eles foram decisivos para que o agora presidente Michel Temer alcançasse a maior quantidade de apoiadores no Senado desde o início do impeachment. Na votação derradeira, foram 61 votos pelo afastamento. Nas duas anteriores, haviam sido 59 e 55.

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O julgamento produziu uma situação contraditória. Na segunda-feira, Lupi estava entre os convidados de Dilma para acompanhar seu depoimento no plenário do Senado. Cerca de 48 horas depois, na quarta-feira, os três senadores do partido foram unânimes pelo impeachment, contrariando o desejo da cúpula partidária. Lasier Martins já havia anunciado a posição desde a chegada do processo ao Senado. Acir Gurgacz fez mistério, mas, na análise do relatório de Antonio Anastasia (PSDB-MG) e do julgamento final, ficou a favor do afastamento. Ele indicou, na tribuna, que sua decisão partiu da análise de que Dilma havia perdido as condições políticas de governar o Brasil. Na Comissão Mista de Orçamento (CMO), Acir chegou a emitir parecer pela aprovação com ressalvas das contas de 2014 de Dilma. No Tribunal de Contas da União (TCU), elas foram rejeitadas, fato que deu origem ao impeachment.

Telmário Mota traiu Dilma à última hora. Bastião da resistência até dias atrás, classificava o processo como "golpe". A partir do início do julgamento final, manifestou incertezas e ensaiou subir ao barco de Temer. Na segunda-feira, inquiriu Dilma e, na saída, disse que estava satisfeito com as respostas. Anunciou que se manteria contra o afastamento. Na quarta-feira, voltou a surpreender e assinalou o "sim", pela deposição. Telmário zanzou pelo Palácio do Planalto nos últimos dias, mas negou ter recebido oferta de cargos. Em nota, afirmou que estava cumprindo o desejo do povo que o elegeu.

Na Câmara, o PDT puniu os seis deputados da sigla que foram favoráveis ao impeachment. Giovani Cherini (RS) foi expulso e outros cinco sofreram suspensões. Nos bastidores, a avaliação é de que Lupi e o diretório nacional irão aliviar a situação dos senadores. Em um partido acossado pelos efeitos da diminuição e da perda de relevância nacional, bancar expulsões significaria extinguir a bancada pedetista no Senado.

 

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