VÍDEOS: veja as falas de Eike Batista que incriminaram Guido Mantega - Política e Economia - Santa

Operação Lava-Jato22/09/2016 | 17h02Atualizada em 22/09/2016 | 17h11

VÍDEOS: veja as falas de Eike Batista que incriminaram Guido Mantega

Ao Ministério Público Federal, empresário afirmou que ex-ministro da Fazenda Guido Mantega solicitou o pagamento de R$ 5 milhões

Zero Hora
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A Operação Arquivo X, 34ª fase da Lava-Jato que resultou nesta quinta-feira na prisão do ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi desencadeada a partir de um depoimento do empresário Eike Batista. O empresário teria procurado "voluntariamente" o Ministério Público Federal (MPF) em Curitiba, em maio deste ano, para contribuir com "fatos relevantes".

No depoimento gravado em vídeo, Eike diz ter se reunido com Mantega em novembro de 2012 e que, na ocasião, o então ministro solicitou que ele arcasse com parte dos custos da campanha vitoriosa de Dilma Rousseff à Presidência da República, concluída um mês antes.

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— Foi me feito o pedido de contribuir para contas da campanha, porque a campanha já tinha terminado, para acertar as contas num valor total de R$ 5 milhões — disse Eike aos procuradores.

Relação com João Santana e Mônica Moura

De acordo com Eike Batista, o repasse de R$ 5 milhões foi feito a uma empresa de Mônica Moura, esposa de João Santana, marqueteiro responsável pela campanha publicitária do PT. Para justificar o envio do dinheiro, foi firmado um contrato de prestação de serviços entre uma empresa de Eike e a Polis, de propriedade do casal.

— A operacionalização veio através dessa Mônica, que veio falar com o meu advogado responsável da área, que recebeu a simples ordem: "implemente da maneira que tem que ser implementada". Então, é óbvio que a gente não ia fazer uma contribuição "simplesmente contribuição", tinha que ser uma prestação de serviços.

Doações a políticos e "espírito democrático"

Ao MPF, Eike afirmou que, à exceção do repasse a Mônica Moura, todas as suas doações a partidos e políticos foram legais. O empresário alegou que tinha como costume contribuir para a "democracia fluir".

— Muito no espírito, assim, democrático... Como meus projetos eram muito grandes, estavam em todos os Estados... Se nós achamos que temos uma democracia, eu fiz, eu participei, praticamente, em 2006 com o mesmo volume de recursos: R$ 1 milhão para o PT, para o PSDB... Eu fazia isso constantemente, como um brasileiro que achava: "bom, essa é a minha contribuição política, quero que a democracia flua, continue, vamos lá".

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*Estadão Conteúdo

 

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