Buscando aproximação, Temer se reúne com Macri na Argentina - Política e Economia - Santa

Diplomacia03/10/2016 | 10h51Atualizada em 03/10/2016 | 10h55

Buscando aproximação, Temer se reúne com Macri na Argentina

Presidente brasileiro embarcou para Buenos Aires às 8h10min desta segunda-feira

Buscando aproximação, Temer se reúne com Macri na Argentina Montagem / Rodolfo Stuckert (Prêsidência) Juan Mabromata (AFP)/Rodolfo Stuckert (Prêsidência) Juan Mabromata (AFP)
Foto: Montagem / Rodolfo Stuckert (Prêsidência) Juan Mabromata (AFP) / Rodolfo Stuckert (Prêsidência) Juan Mabromata (AFP)
Agência Brasil
Agência Brasil

O presidente Michel Temer já está a caminho da Argentina, onde se encontrará com o mandatário argentino, Maurício Macri. Previsto inicialmente para as 9h, o embarque ocorreu às 8h10min.

A expectativa é de que os dois presidentes debatam iniciativas visando a retomada dos fluxos de comércio e de investimentos. Após um almoço — que será oferecido por Macri na Quinta Presidencial de Olivos — Temer embarcará para o Paraguai, onde se reunirá com o presidente Horácio Cartes. Esta é a primeira viagem de Temer a um país vizinho.

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Terceiro maior parceiro comercial do Brasil, a Argentina tem o Brasil como seu principal parceiro tanto para importação como para exportação. No entanto, o intercâmbio comercial entre os dois países tem registrado queda. Se em 2011 o comércio bilateral foi próximo a US$ 40 bilhões, em 2015 ficou pouco acima de US$ 23 bilhões.

Segundo números do Palácio do Planalto, nos primeiros oito meses de 2016 o intercâmbio bilateral entre Brasil e Argentina superou os US$ 14 bilhões, mas a expectativa é de que, ao final do ano, esse número supere o registrado em 2015.

Comitiva

Temer estará acompanhado por quatro ministros: das Relações Exteriores, da Justiça, da Defesa e do Desenvolvimento, da Indústria e do Comercio Exterior. Depois de um almoço com o presidente Mauricio Macri, Temer irá ao Paraguai, onde jantará com o presidente Horácio Cartes. Além de serem sócios do Brasil no Mercosul, a Argentina e o Paraguai foram os primeiros países a reconhecer o seu governo. Com Macri e Cartes, Temer deve falar da retomada do crescimento econômico na região e do combate ao narcotráfico e ao contrabando na Tríplice Fronteira.

Outro tema deve ser a Venezuela: os governos brasileiro, argentino e paraguaio se juntaram para impedir que os venezuelanos assumissem a presidência pro-tempore do Mercosul, que é rotativa e segue a ordem alfabética. Eles alegam que o país — o último a aderir ao bloco regional — não cumpriu os requisitos para tornar-se membro pleno, entre eles a incorporação de um protocolo de defesa dos direitos humanos.

O Uruguai, quarto país fundador do Mercosul, manteve posição neutra. O partido de esquerda do presidente Tabaré Vasquez está dividido: metade considera que o impeachment de Dilma Rousseff foi um golpe e critica o que considera ser um "avanço" da direita na América do Sul. Mas o governo uruguaio acabou assinando um documento que estende até o dia 1º de dezembro o prazo para que a Venezuela regularize sua situação, se não quiser ser suspensa do Mercosul.

Entrevista

Às vésperas de sua chegada à Argentina, Temer deu uma entrevista aos principais jornais argentinos,. Ele disse que não tem uma "preocupação eleitoral", nem com seu índice de popularidade de apenas 13%. 

— Se eu chegar ao final do meu governo com 5% de popularidade, mas tendo conseguido colocar o país nos trilhos, me dou por satisfeito — disse. 

Também deixou claro que o mais importante agora é obter o apoio do Congresso para aprovar as medidas econômicas necessárias. Segundo Temer, Macri e ele concordam em muitas questões.

Macri, como Temer, também diz que quer colocar a Argentina nos trilhos, reduzindo a inflação anual de dois dígitos e combatendo a fome. As estatísticas divulgadas recentemente mostram que 32% dos argentinos vivem abaixo da linha da pobreza e 6% são indigentes.

Protestos

Brasileiros e simpatizantes da ex-presidente Cristina Kircher (antecessora de Macri) planejam protestos contra a chegada de Temer. Em princípio, iriam se reunir na Praça de Maio — em frente à Casa Rosada (o palácio presidencial). No entanto, ao saber que o encontro será na residência do presidente em Olivos (a 17 quilômetros do centro), um grupo prometeu deslocar-se até lá para se manifestar.


 
 

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