Maioria dos candidatos a vice nas principais cidades de SC diz que será atuante na gestão, mas sem assumir secretaria - Política e Economia - Santa

Eleições 201601/10/2016 | 07h15Atualizada em 01/10/2016 | 07h15

Maioria dos candidatos a vice nas principais cidades de SC diz que será atuante na gestão, mas sem assumir secretaria

Decisão final ocorrerá só após as eleições, mas concorrentes afirmam que o foco é fazer um governo a quatro mãos em Florianópolis, Joinville e Blumenau

Figura naturalmente não tão conhecida do eleitorado quanto o candidato a prefeito, quem concorre a vice nas principais cidades de Santa Catarina promete ajudar os chefes do Executivo a fazer gestões a quatro mãos em Florianópolis, Joinville e Blumenau. A única incerteza, em todos os casos, é se essa participação ativa será feita somente no papel de vice ou se a atuação vai se estender também ao comando de alguma secretaria.

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A situação mais incomum ocorre em Blumenau. Por lá, desde junho deste ano o vice-prefeito não recebe salário, após aprovação de um projeto de lei. Dos atuais concorrentes, pelo menos dois manifestaram intenção de assumir uma pasta, enquanto um já confirmou que voltará a exercer a profissão em que atua, de comunicador.

Na Capital, a maioria diz que não pretende ser secretário, mas auxiliar o prefeito em toda a gestão. De qualquer forma, a discussão sobre o assunto ganhará força e o martelo só será batido após o resultado das eleições. O cenário é semelhante em Joinville, onde também a maior parte dos candidatos não deve comandar nenhuma pasta, mas garantem que vão efetivamente governar com os prefeitos eleitos.

Enquanto a função nos novos governos ainda aguarda definições, durante a campanha os candidatos a vice arregaçaram as mangas e foram às ruas com os concorrentes a prefeito — ora no mesmo espaço físico, ora divididos para contemplar todos os compromissos. Panfletagens, bandeiraços, caminhadas, reuniões com vereadores e debates em veículos de comunicação e entidades municipais foram algumas das atividades que fizeram parte da agenda nesse período.

Como tem sido o envolvimento dos vices na campanha da Capital, de Joinville e Blumenau e como deve ser a atuação caso sejam eleitos

Florianópolis
Salário: R$ 17.229,56

Fábio Botelho (Rede), vice de Elson Pereira (PSOL) 

Tem participado com Elson da maioria das atividades de campanha, incluindo reuniões, bandeiraços e caminhadas. O candidato diz que não pensa em assumir uma secretaria, mas sim ajudar na articulação política e administrativa, trabalhando junto com o prefeito na gestão da cidade.

– Vou ajudá-lo muito na gestão e em todo o processo de reforma administrativa que queremos implantar, liberando ele mais para as políticas públicas de saúde, habitação, educação, e eu mais na parte operacional – afirma.

Foto: Sergio Vignes / Divulgação

Coronel Edupércio Pratts (PSB), vice de Murilo Flores (PSB)

O candidato a vice participa de todos os eventos em que é possível acompanhar Murilo, sendo que nessa reta final eles têm se dividido diante da agenda cheia de debates, reuniões e ações nas ruas. Embora ainda não esteja totalmente definido, Pratts não deve comandar uma pasta na futura gestão. Mas ele já sabe em que áreas vai colaborar de forma mais ativa:

– Eu, como integrante dos bombeiros e das guarnições do Arcanjo, conheço a saúde de dentro e de fora. Então, minha grande contribuição será integrar a segurança pública e a presença maior na saúde pública também.

Foto: Rovani Ilha / Divulgação

Gabrile Kazapi (PT), vice de Angela Albino (PCdoB)

A agenda intensa da campanha tem dividido os candidatos a prefeito e vice em boa parte dos compromissos, para dar conta dos debates, encontros com vereadores e caminhadas. Sobre o papel na prefeitura caso sejam eleitos, o petista diz que toda a sociedade deve ser mobilizada para uma gestão participativa, que inclusive vai ajudar a construir o governo por meio das secretarias.

– Eu e a Angela temos uma sincronia muito grande, construímos muito do nosso projeto junto. A gente entende que ninguém mais é capaz de governar sozinho e vamos envolver toda a sociedade nesse processo – garante.

Foto: Ramiro Furquim / Unidade Pela Democracia

Rodolfo Pinto da Luz (PSD), vice de Angela Amin (PP)

O pessedista tem ido ao maior número possível de ações com Angela, se dividindo quando a agenda exige – o que tem acontecido bastante principalmente com debates marcados em horários próximos de outros compromissos. Rodolfo diz que de definitivo só tem a ideia de que o trabalho de prefeito e vice será conjunto caso a chapa seja eleita, com presença ativa na administração.

– Pode ser que continue como secretário da Educação ou fique como vice. De qualquer forma vamos dividir muitas ações, porque as atividades do prefeito são muito intensas. Não falta atividade pra ninguém – comenta.

Foto: Assessoria de imprensa / Divulgação

João Batista Nunes (PSDB), vice de Gean Loureiro (PMDB)

A chapa tem tentado dividir a participação dos candidatos a prefeito e vice para atender a demanda de todos os compromissos, com caminhadas, reuniões, panfletagens e debates. Ainda não foi discutida como será a participação de João em um eventual governo eleito e o foco nesse momento é na eleição:

– Estou feliz com minha relação com o Gean. Já fomos vereadores juntos, já fui vice e ele secretário, houve uma humildade de reconhecer erros e amadurecer. Serei parceiro do Gean e ajudar naquilo que ele achar que posso.

Foto: Assessoria de imprensa / Divulgação

Blumenau
Salário: não tem

Alexandre José (PRB), vice de Jean Kuhlmann (PSD)

"Aqui em Blumenau, o vice não tem salário. Eu volto a ser comunicador de rádio e TV e não assumirei secretaria nenhuma. Se a pessoa vota pra você ser vice-prefeito, tem que honrar o papel desse voto de confiança. Vou ser um vice que vai ouvir a comunidade e vai administrar junto, não um vice decorativo. Vou pra cima, ouvir a população, ir ao encontro dela".

Mário Hildebrandt (PSB), vice de Napoleão Bernardes (PSDB)

"Sou formado na área e quero contribuir efetivamente para de fato desenvolver as políticas públicas para uma administração tão boa ou melhor do que foi feito até agora. Estou à disposição para discutir a melhor pasta para eu assumir. Meu conhecimento me permite comandar a Assistência Social, chefia de Gabinete, Fazenda, Administração".

Amauri Cadore (PDT), vice de Ivan Naatz (PDT)

"Provavelmente devo, como médico, assumir a secretaria da Saúde. Isso já está mais ou menos definido. Já fui secretário da pasta, vereador, então já tenho uma experiência".

Sandra Pinheiro, vice de Valmor Schiochet (PT)

"Nós não conversamos sobre eu assumir alguma secretaria porque neste momento o que vale é a campanha. O que virá dependerá muito do que for conversado depois disso. Pra mim está claro que não tenho interesse em uma pasta específica, tenho interesse de estar com o prefeito, no dia a dia, acompanhando, planejando, executando".

*A reportagem tentou entre segunda e quarta-feira contato com João Luiz Bernardes (PCdoB), candidato a vice de Arnaldo Zimmermann (PCdoB), mas não houve retorno. 

Joinville
Salário: R$ 12.702,64

Adilson Moreira (PP), vice de Dr. Xuxo (PP)

"De maneira alguma serei secretário. Serei vice-prefeito e minha função será auxiliá-lo e fiscalizar a prefeitura. Quero ajudar a coordenar, orientar, ser o grande fiscal de todas as contas. Meu único compromisso é como vice-prefeito com o Dr. Xuxo".

Francisco de Assis Nunes (PT), vice de Carlito Merss (PT)

"A gente não conversou ainda sobre secretarias, iremos conversar depois. O foco é ir pro segundo turno. O importante é que tem muito mais liberdade agora porque não estamos coligados. Mas a ideia é mesmo ser vice-prefeito e ajudá-lo na administração".

Júlio Fialkoski (PSB), vice de Darci de Matos (PSD)

"Ainda não falamos sobre isso e não temos preocupação nenhuma nesse momento. Acho que vou ficar como vice-prefeito mesmo e ajudar ele a administrar, a escolher o secretariado, definir obras. Da outra vez que fui vice-prefeito assumi secretaria, acho que agora vou servir melhor se ficar como vice".

Valmir Santhiago (Rede), vice de Rodrigo Bornholdt (PDT)

"O partido, dentro do projeto de um governo mais democrático, tecnológico e sustentável, já definiu as áreas em que podemos dar nossas características e auxiliar mais no governo. Com relação a minha pessoa, será internamente discutido no partido".

*A reportagem tentou entre segunda e quarta-feira contato com Nelson Henrique Coelho (PMDB), candidato a vice de Udo Döhler (PMDB), e Marilisa Boehm (PSDB), candidata a vice de Marco Tebaldi (PSDB), mas não houve retorno.

 
 
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