Os principais fatos que precederam a eleição no Vale do Itajaí - Política e Economia - Santa

Eleições 201601/10/2016 | 16h01

Os principais fatos que precederam a eleição no Vale do Itajaí

Confira o que aconteceu em Brusque, BC, Pomerode, Indaial e Itajaí

A corrida em busca do voto no Vale do Itajaí teve renúncia de candidatos, mudanças de concorrentes nas chapas majoritárias, trocas de denúncias, acusações e clima acirrado. Veja o que está em jogo e os movimentos que marcaram a eleição nas principais cidades da região

União faz a força?

Em Balneário Camboriú o cenário conturbado e cheio de surpresas das convenções municipais deu o tom da campanha. Os debates foram ácidos. Candidato pelo PSOL e estreante, Luiz Fernando Ozawa fez o papel de franco atirador. Apontou o dedo para Fabrício Oliveira (PSB), Jade Martins (PMDB) e Leonel Pavan (PSDB) e ganhou espaço, especialmente nas redes sociais. A posição lhe rendeu críticas, mas levantou o debate e aguçou o interesse do eleitor pelo pleito. Na reta final da campanha, a união de Ozawa, Jade e Pavan para criticar o cancelamento de um debate em uma emissora local de rádio e televisão (e colocar a não realização na conta de Fabrício) fez o embate terminar num clima de união faz a força, ou de todos contra um. As urnas dirão quem vai ganhar com a estratégia. Na disputa para vereador, o destaque ficou com Elton Garcia (PMDB), que foi cassado pela Câmara na atual legislatura, reconquistou a cadeira na Justiça e renunciou à vaga semanas antes de registrar a candidatura.

Setes nomes na disputa e uma renúncia

Brusque é, de longe, a cidade que viveu a maior instabilidade política nos últimos anos no Vale. Além do vaivém que envolveu a cassação do mandato do então prefeito Paulo Eccel (PT) e o jogo de liminares de Roberto Prudêncio Neto (PSD) e Bóca Cunha (PP) na disputa pela chefia do Executivo após as eleições indiretas na cidade este ano, um velho conhecido movimentou os bastidores desta eleição, que conta com sete concorrentes.

Três vezes prefeito Ciro Roza (PSB) teve a candidatura indeferida pela Justiça e, seis dias depois, anunciou a desistência. Em pronunciamento oficial, Roza disse que não queria trazer novamente o clima de instabilidade à cidade e, por isso, optou por não recorrer da decisão anunciada pela juíza Camila Coelho, da 86ª Zona Eleitoral. Não foi a primeira vez que o ex-prefeito teve problemas.

Em 2012 a candidatura dele foi impugnada e foi considerado inelegível com base na Lei da Ficha Limpa por conta da rejeição das contas do Executivo em 2002, 2007 e 2008, além de irregularidades no balanço da campanha de 2010 e e uma condenação da Justiça Federal.

Substituição no ninho tucano

Em Pomerode o troca-troca das candidaturas foi o que agitou o início da corrida eleitoral. Confirmado como pretendente à prefeitura em 5 de agosto, o ex-deputado estadual Gilmar Knaesel (PSDB) desistiu de concorrer ao cargo nove dias depois. No seu lugar quem entrou foi Ércio Krieck (DEM), então concorrente a vice, tendo ao lado Gladys Sievert (PSDB), ex-mulher de Knaesel.

A justificativa dada pela coligação A Pomerode Que Todos Queremos (PSDB/DEM/PP/PSD/PRB) foi de que o tucano quis evitar problemas jurídicos em um eventual mandato e dar discurso aos opositores. Isso porque o nome de Knaesel foi declarado inelegível após o indeferimento de um pedido de tutela antecipada pelo juiz Bernardo Augusto Ern, da Comarca de Pomerode.

Alteração de candidato a vice

A única movimentação nos bastidores às vésperas das eleições em Indaial envolveu o ex-prefeito Olímpio José Tomio (PT) que, até o dia 19 de agosto, era candidato a vice na chapa com o também petista Padre Célio. Condenado em 2013 por ato doloso de improbidade administrativa, em função do pagamento de 13º salário e abono de férias retroativo a 2001 aos secretários municipais, ato vedado pela Lei Orgânica do município, Tomio perdeu os direitos políticos por cinco anos.

No entendimento do Ministério Público Federal (MPF), a ação teria gerado o enriquecimento ilícito dos envolvidos. O prejuízo calculado pelo MPF é de pouco mais de R$ 45 mil. A candidatura do petista foi indeferida pela promotora eleitoral Caroline Cristine Eller e ele nem sequer recorreu. Para o seu lugar, o partido indicou Janete Stedile.

Eleição em clima de Fla-Flu

Itajaí voltou a viver um clima acirrado nesta campanha, que não se via mais pelas ruas desde o último embate entre “vermelhos” e “amarelos” em 2008 – época que Volnei Morastoni (PMDB) era filiado ao PT, e enfrentou Jandir Bellini (PP) nas urnas. A disputa não foi tão polarizada e a campanha com apenas três candidatos, que começou morna, termina em pé de guerra.

Anna Carolina (PSDB), João Paulo Tavares Bastos (PP) e Volnei Morastoni (PMDB) não economizaram na troca de farpas. As “cutucadas” começaram leves, no programa eleitoral. Mas passaram para os debates com um quê de baixaria. Houve espaço até para boletim de ocorrência, já na reta final de campanha, de João Paulo (PP) contra Volnei Morastoni (PMDB). O desentendimento abafou os rumores de que, dependendo do desempenho do pepista, os “amarelos” poderiam aderir ao bloco de Volnei, para neutralizar Anna Carolina.

Enquanto as denúncias entre uma coligação e outra chegavam à Justiça (foram cerca de 50, só no Cartório Eleitoral), foi nas redes sociais que o negócio ficou feio de verdade. Gravações “desenterradas” da época da Operação Influenza, memes maldosos e machistas, troca de acusações. Na reta final, quando os candidatos baixaram o tom, o acirramento continuou entre a torcida. Em clima de Fla-Flu.

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