Pedro Machado: renovação da Câmara de Blumenau ainda depende do jogo político - Política e Economia - Santa

Eleições 201605/10/2016 | 08h01

Pedro Machado: renovação da Câmara de Blumenau ainda depende do jogo político

A propagada e celebrada renovação na Câmara de Blumenau – só cinco dos atuais 15 parlamentares estão aptos a voltar no ano que vem – pode, na prática, ser menos expressiva dependendo dos próximos movimentos do tabuleiro político.

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Cezar Cim (PP), Robinho Soares (PR) e Fábio Fiedler (PSD), que não se reelegeram no domingo, são os primeiros suplentes de suas respectivas coligações e ascenderiam ao Legislativo caso algum dos novatos do mesmo quadro assuma função no futuro governo.

As eleições de 2018 também podem abrir brecha para uma dança de cadeiras se algum dos vereadores se eleger deputado. Marcos da Rosa (DEM), por exemplo, já manifestou interesse em disputar cadeira na Câmara Federal ou na Assembleia Legislativa daqui a dois anos. Uma vitória dele nas urnas cederia espaço para o empresário Carlos Wagner (DEM), o Alemão da Alumetal, assumir uma vaga dois anos. O segundo suplente da coligação é Beto Tribess (PSDB).

Atual vice-prefeito, Jovino Cardoso (PSD) é outro vereador eleito que estaria mirando o pleito de 2018. Uma eventual saída dele promoveria o retorno de Fiedler para a metade final do mandato.

Claro, tudo isso dependeria do próprio interesse dos suplentes em voltar para a Câmara. Por ora, qualquer articulação neste sentido se resume à pura especulação. A preocupação maior dos vereadores eleitos é garantir apoio aos seus respectivos candidatos, Napoleão Bernardes (PSDB) e Jean Kuhlmann (PSD), no segundo turno. Para os derrotados nas urnas, é tempo de reflexão sobre o futuro político.

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Não dá para dizer que a juventude não estará representada na Câmara. Consideradas as duas grandes surpresas da eleição de domingo, pela expressiva votação, Bruno Cunha (PSB) e Ricardo Alba (PP) ilustram correntes distintas entre os mais jovens.

O primeiro é adepto da sustentabilidade e da conexão entre pessoas. O segundo ganhou admiradores pelo forte discurso contra a corrupção e, em especial, pelas críticas à esquerda. Em comum, ambos souberam explorar bem durante a campanha as redes sociais, espaços onde seus respectivos públicos-alvo são mais atuantes.

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— Bem-vindos à vitrine. Agora é só pedrada.

Foi com essa “receptiva” mensagem que o vereador Célio Dias (PR) parabenizou os novos vereadores eleitos de Blumenau em discurso na tribuna nesta terça-feira, na primeira sessão ordinária da Câmara transmitida pela TV em dois meses. Dias se referiu à exposição às críticas que vêm junto com o mandato. Ele não foi candidato e se despede do Legislativo no final deste ano.

As eleições de domingo, aliás, pautaram as falas de todos os vereadores na sessão. Nem poderia ser diferente. Muitos discursos de agradecimento pelos votos e de respeito ao processo democrático. Por outro lado, teve parlamentar não reeleito que não conseguiu esconder a frustração pelo resultado.

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As 32 entidades empresariais que assinam a carta “Por uma Blumenau melhor” aguardam apenas a poeira baixar e a euforia da vitória passar para cobrar posicionamento dos vereadores eleitos sobre as propostas de redução de custeio que constam no documento, apresentado durante a campanha.

A classe pede manutenção do atual número de cadeiras (são 15) e também dos salários dos parlamentares, além de limitação de funcionários no Legislativo municipal, contando aí efetivos, comissionados e indicados.

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