Upiara Boschi: Décio Lima defende fusão do PT com outros partidos de esquerda - Política e Economia - Santa

Análise política10/10/2016 | 18h26

Upiara Boschi: Décio Lima defende fusão do PT com outros partidos de esquerda

upiara boschi
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Décio Lima é deputado federal pelo PT, foi prefeito de Blumenau por dois mandatos e mudou o domicílio eleitoral para Itajaí no ano passado em uma tentativa de disputar a prefeitura. Na tarde desta segunda-feira, o petista conversou com a coluna sobre o futuro das duas cidades e do próprio partido. Defendeu a formação de uma frente de esquerda produto das fusões do PT, do PDT e do PCdoB para conter o esvaziamento do campo, prometeu ser parceiro do prefeito eleito Volnei Morastoni (PMDB, ex-PT) em Itajaí e sinalizou que a maior parte dos petista de Blumenau deve endossar Jean Kuhlmann (PSD) contra Napoleão Bernardes (PSDB). 

Futuro do PT
Ainda não conversei com os líderes de SC. Acho que em um momento como esse que estamos vivendo, a tendência é a esquerda e os setores populares se dividirem, ficarem achando culpados. Por isso estou propondo uma frente ampla, com a possibilidade de nós fazermos uma fusão de partidos para enfrentarmos essa conjuntura para 2018. Imagino uma fusão do PT, do PDT, do PCdoB. Parlamentares de outros partidos poderiam vir, fazendo que com chegássemos a uns 100 deputados federais. Não perderíamos capilaridade política, nosso tempo de televisão. Aproveitaríamos esse momento para fazer uma autocrítica ao povo brasileiro. Dizer que cumprimos uma tarefa histórica, mas que cometemos erros e estamos pedindo uma nova oportunidade para pavimentar uma nova esperança para o futuro do nosso país. Ainda não tenho clareza política disso, mas acho que nos daria uma musculatura maior. Acho que existe um sentimento muito forte na população que é parte por nossos erros e parte da construção de uma hegemonia conservadora-liberal muito poderosa para nos dar a atribuição de todos os erros e culpas do que não foi resolvido no Brasil.

O segundo turno em Blumenau
Era um resultado esperado. Tínhamos duas candidaturas (Jean Kulhmann e Napoleão Bernardes) que já polarizaram o último pleito e outras três que representam o fracionamento de um projeto que disputou a eleição passada unido (com Ana Paula Lima, do PT). As candidaturas do PDT, do PCdoB e do próprio PT só se viabilizaram se os partidos estivessem juntos. Separados, não foi nenhuma surpresa. Para o segundo turno, o PT liberou os filiados. Eu acho que tendência é essa se somar ao descontentamento com a atual gestão. Quase todas as pessoas que encontrei vão nesse caminho, até pela dificuldade de votar no PSDB. Não é a pessoa do Napoleão, mas o que ele representa. Para nossa base, o golpe.

Vitória do ex-petista Morastoni em Itajaí
Eu fui para Itajaí para viabilizar a construção de uma frente ampla. Não foi possível porque já havia um processo que antecipou a disputa e feridas locais. O PT não tinha condição sozinho, porque com a ida do Volnei Morastoni para o PMDB, ficou em frangalhos. A base foi com ele. Dessa forma, não tive participação nenhuma na eleição. O PT municipal tentou uma coligação para formar legenda, mas muito aquém de uma possibilidade eleitoral. Agora, eu quero ajudar Itajaí. Sou deputado federal. Acho que Volnei passa a ter uma grande oportunidade de se consolidar como um líder. Reúne condição política, experiência. Vou torcer por ele e não vou ter problema de estar somando ao futuro governo dele.


 
 

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