Clóvis Reis: "Segundo mandato de Napoleão terá um primeiro escalão mais heterogêneo" - Política e Economia - Santa

Opinião02/11/2016 | 08h02

Clóvis Reis: "Segundo mandato de Napoleão terá um primeiro escalão mais heterogêneo"

No primeiro mandato de Napoleão Bernardes (PSDB), partidos como o PP, o PMDB e o PSB integraram a administração na condição de convidados e assim se portaram durante a gestão. O próprio DEM teve atuação politicamente discreta. Com a reeleição do prefeito, os aliados chegam ao poder com o mérito dos próprios votos. Respeitada a geografia das urnas, devem ocupar quase dois terços dos cargos de confiança, contingência que cria algum constrangimento para a composição do novo governo.

O prefeito está consciente da complexa engenharia de distribuição do poder dentro da coligação e tocou no assunto na primeira oportunidade de contato com o colegiado, numa reunião realizada ontem. O segundo mandato de Napoleão certamente terá um primeiro escalão muito mais heterogêneo que a formação de estreia no cargo, assim como ocorreu em seu momento com os prefeitos Décio Lima (PT) e João Paulo Kleinübing (PSD) pelos mesmos motivos.

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Em política, manda quem tem voto, obedece quem tem juízo. Por isso, a votação nominal dos partidos é uma boa referência para a futura participação deles no governo: o PSDB fez 34 mil votos; o PP, 16 mil; o PMDB, 12 mil; o DEM, 11 mil, o PSB, 11 mil; o SD, 4 mil; o PV, 2 mil, o PMB, 1 mil, e o PTB, 900.

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Com os votos que obteve nas eleições e sem lugar na chapa majoritária que venceu a disputa, o DEM se constitui como herdeiro natural à presidência da Câmara de Blumenau na próxima legislatura. O partido só não ocupará o cargo na hipótese de que o vereador Marcos da Rosa assuma uma secretaria na prefeitura, condição que fortaleceria seu nome para uma disputa a deputado estadual em 2018 ou a prefeito em 2020.

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Os coordenadores da campanha à reeleição, Alexandro Fernandes e Jean Havenstein (ambos PSDB), serão os primeiros secretários reconduzidos às funções na prefeitura. Fernandes volta para a Fazenda, depois de uma passagem pela Comunicação, provavelmente na próxima semana. A posse de Havenstein no Gabinete condiciona-se ao retorno do vereador Marco Wanrowsky à Câmara de Blumenau. A situação dos demais colegas depende de outros fatores.

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A imprensa do centro do país alardeia a ascensão dos evangélicos na política. Aqui a bancada da Bíblia chegou ao poder faz tempo. Entre eles incluem-se o vice-prefeito Jovino Cardoso (PSD), o presidente e o vice da Câmara de Blumenau, Mário Hildebrandt (PSB) e Marcos da Rosa (DEM), além do secretário executivo da ADR (antiga SDR), Emerson Antunes (PSC).

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O Conselho da OAB se reúne sexta-feira com os diretores do presídio e da penitenciária de Blumenau. Eles vão discutir a situação administrativo-operacional das unidades e a realização de uma força-tarefa nas execuções penais.

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O prefeito Napoleão Bernardes (PSDB) participa dia 5 de dezembro da reunião conjunta da Acib, envolvendo diretores e conselheiros.

JORNAL DE SANTA CATARINA - Blumenau

 
 

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