Silvio Dreveck e Aldo Schneider anunciam divisão de mandato na presidência da Alesc   - Política e Economia - Santa

Política09/11/2016 | 17h13Atualizada em 09/11/2016 | 18h37

Silvio Dreveck e Aldo Schneider anunciam divisão de mandato na presidência da Alesc  

Acordo foi costurado pelas bancadas do PSD, PMDB e PP

Silvio Dreveck e Aldo Schneider anunciam divisão de mandato na presidência da Alesc   Miriam Zomer/Agência AL
Foto: Miriam Zomer / Agência AL
upiara boschi e Victor Pereira

victor.pereira@diariocatarinense.com.br

Após um acordo entre as bancadas do PSD, do PMDB e do PP, os deputados estaduais Silvio Dreveck (PP) e Aldo Schneider (PMDB) anunciaram na tarde desta quarta-feira que serão candidatos a presidente e primeiro vice-presidente da Assembleia Legislativa com acerto para divisão do mandato pelos pelos parlamentares. A costura teve a bênção do atual presidente, Gelson Merisio (PSD), e do governador Raimundo Colombo (PSD).

Com os três partidos, Dreveck e Schneider já contam com 23 dos 40 votos que serão disputados em fevereiro, quando acaba o mandato de Merisio. O anúncio foi precedido pela renúncia do peemedebista do cargo de primeiro vice-presidente, que ocupa atualmente. Em seguida, foi eleito para seu lugar o deputado estadual Antonio Aguiar (PMDB). A renúncia foi necessária porque o regimento interno da Assembleia não permite a reeleição.

Dreveck e Schneider também fizeram um encontro com os líderes dos partidos para comunicar o acerto e pedir apoio para o consenso — desde 2005 as eleições para presidência da Assembleia são definidas por consenso, com rateio das funções na mesa diretora e comissões entre todos os partidos.

Em entrevista coletiva após a posse de Aguiar na primeira vice-presidência, Dreveck e Schneider prometeram uma gestão compartilhada durantes os dois anos de mandato à frente da Assembleia, mesmo com a divisão.

— Nós queremos deixar uma marca e sabemos que com apenas um ano de mandato isso não é possível. Por isso, vou participar das decisões no primeiro ano e o deputado Silvio também vai participar em 2018 — afirmou Schneider.

Dreveck também anunciou que renunciou ao cargo de líder do governo Raimundo Colombo na Assembleia, que ocupa desde o início do segundo mandato. O substituto ainda não foi oficializado, mas a tendência é de que seja indicado o atual vice-líder, Darci de Matos (PSD).

— Conversei com o governador e chegamos ao entendimento que minha pauta agora é diferente e que seria melhor para mim e para o governo que eu deixasse o cargo — disse Dreveck.

PSDB era primeira opção de acerto com o PSD

O acordo para dividir o comando da Alesc entre PP e PMDB ajuda a manter a governabilidade de Raimundo Colombo e busca equilibrar o poder dentro da base de apoio do governador no Legislativo — embora o PSDB tenha sido preterido nesse cenário. Os tucanos eram a primeira opção dos pessedistas na costura, mas acabaram desalojados do ninho pela pressão natural do maior partido do Estado. Além de já contar com a bancada mais numerosa na Alesc, com 10 parlamentares, o PMDB ganhou ainda mais musculatura com as vitórias nas prefeituras de Florianópolis e Joinville.

Levando em conta a quantidade de deputados na Casa — cinco —, o PSDB não chega a ser o fiel da balança nesse processo. Mas o partido sabe que o desempenho expressivo nas eleições deste ano fazem dele uma noiva cobiçada na sucessão de Colombo — e é inegável que o acerto anunciado ontem também tem um olho nas eleições de 2018.

O líder dos tucanos na Alesc, Serafim Venzon, assegura que a intenção do acordo é que todas as siglas tenham representatividade, mas reconhece que nem todos os lugares ao sol têm o mesmo valor. E nenhum peessedebista quer namorar com a sombra.

— Em princípio, nós vamos apoiar esse acordo e naturalmente queremos que nossos deputados também tenham destaque. Vamos equilibrar o fato de não termos nem presidência nem vice-presidência com espaços como a liderança do governo ou comissões importantes como Constituição e Justiça, Finanças e Trabalho — avalia.

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