Câmara deverá votar reforma da Previdência até o final de março - Política e Economia - Santa

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Brasília22/12/2016 | 19h00Atualizada em 22/12/2016 | 19h17

Câmara deverá votar reforma da Previdência até o final de março

Em almoço com Henrique Meirelles, Rodrigo Maia manifestou apoio às medidas de ajuste fiscal e combinou cronograma de votações

Câmara deverá votar reforma da Previdência até o final de março Gilmar Félix/Câmara dos Deputados
Rodrigo Maia e Henrique Meirelles estiveram reunidos em um almoço nesta quinta-feira Foto: Gilmar Félix / Câmara dos Deputados
Agência Brasil
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Em um almoço realizado nesta quinta-feira, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), combinou o cronograma de votação da reforma da Previdência e outros projetos do ajuste fiscal com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Para Maia, a Câmara deve finalizar a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência até o final de março.

Dois dias depois de a Câmara dos Deputados impor uma derrota à equipe econômica do governo ao modificar o projeto de lei da renegociação da dívida dos Estados com a União, Maia manifestou apoio às medidas do ajuste fiscal.

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Após o encontro com Meirelles, o presidente da Câmara, que chegou a se referir à equipe econômica como "pessoas que têm um coração que não bate com emoção", defendeu as medidas adotadas pela Fazenda. 

— Quero deixar claro, em relação à votação desta semana, que a nossa posição e da base aliada é de compromisso com o ajuste fiscal, com as votações que teremos no próximo ano, principalmente na reforma da Previdência — disse o Rodrigo Maia. 

— É muito importante e que isso ficasse claro e que não paire nenhuma dúvida do nosso apoio à equipe econômica. Temos que ter tranquilidade para ajudar os governadores mas, de forma nenhuma, abrir mão de uma questão que é fundamental, do meu ponto de vista, que é a garantia do equilíbrio e do ajuste fiscal — acrescentou. 

Na última terça-feira, os deputados aprovaram o projeto de lei que tratava da renegociação das dívidas dos Estados com a União retirando do texto pontos considerados essenciais para a equipe econômica. As chamadas contrapartidas, que haviam sido incorporados ao projetos na votação no Senado, obrigavam os estados a, entre outros pontos, não conceder reajuste a servidores, aumentar a contribuição previdenciária do funcionalismo e extinguir órgão públicos.

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*Agência Brasil

 
 
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