Ocupação aumenta, mas idosos relatam dificuldade de colocação - Política e Economia - Santa

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Na ativa16/12/2016 | 22h04Atualizada em 16/12/2016 | 22h04

Ocupação aumenta, mas idosos relatam dificuldade de colocação

Proposta de reforma da Previdência e envelhecimento da população devem tornar cada vez mais comum a presença de idosos no mercado

Ocupação aumenta, mas idosos relatam dificuldade de colocação Jefferson Botega/Agencia RBS
Desempregado desde abril, Edgar, 65 anos, reclama da escassez de vagas de trabalho: "Não quero ficar parado" Foto: Jefferson Botega / Agencia RBS

Apesar das incertezas e dos relatos de trabalhadores de faixa etária mais elevada sobre dificuldades para garantir colocação, os números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que as pessoas com idade de 50 anos ou mais conseguiram aumentar a taxa de participação entre a população ocupada. De 2005 ao ano passado, o percentual subiu de 18,45% para 24,48%. Levando em consideração apenas o contingente com pelo menos 60 anos, a fatia subiu de 6,3% para 8,09%, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).

Por outro lado, o espaço dos mais jovens diminuiu. Levando-se em consideração o recorte entre 20 e 24 anos, por exemplo, a participação baixou de 13,25%, em 2005, para 9,93%, em 2015. O quadro também é creditado a uma busca maior por educação pelos jovens, o que pode se refletir em aumento da produtividade deste contingente no futuro.  

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Foto: Zero Hora / Zero Hora

Mesmo que as estatísticas indiquem maior participação de pessoas mais velhas no mercado de trabalho, quem procura voltar ao mercado em ocupações mais braçais diz ter dificuldade para se recolocar. Vítima da crise da construção civil, Edgar Fernando Faria Costa, 65 anos, procura trabalho desde abril. Para ele, tanto a economia retraída quanto a idade pesam na hora de tentar uma vaga na busca de completar a renda de um salário mínimo como aposentado.

— Sou acostumado a trabalhar e não quero ficar parado — diz Costa, que também procura emprego como motorista, porteiro ou vigilante.

Também dispensado no início do ano, o eletricista Wilmar Fagundes, 63 anos, lembra que, há pouco mais de dois anos, quando a construção civil começava a sentir os primeiros efeitos da crise, conseguia até escolher serviço. Agora, desde março vive de bicos.

— Antes de terminar o seguro-desemprego já estava procurando. Mas só escuto que não há vagas — conta Fagundes, que ainda tenta se aposentar.

Como a esposa é dona de casa, foram algumas economias que garantiram o sustento da casa nos últimos meses. O dinheiro, agora, está no fim.

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