Coluna da Bahia: É tudo com Janot e o relator - Política e Economia - Santa

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Opinião31/01/2017 | 06h11

Coluna da Bahia: É tudo com Janot e o relator



Por Guilherme Mazui

Com a prerrogativa que a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) lhe confere, Cármen Lúcia matou no peito as delações da Odebrecht, homologou os acordos e devolveu a bola para o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Sem deixar margem para tabelas com políticos enrolados, resolveu uma das pendências criadas pela morte do ministro Teori Zavascki.

Agora, o futuro da Lava-Jato passa por Janot e pelo novo relator da operação no STF. A escolha do magistrado, selecionado na 2º Turma ou no plenário, é a decisão da vez. Movimentos favoráveis e contrários ao governo Temer monitoram a definição com críticas mais pesadas, temperadas pela preferência política de cada lado, a Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski.

As atuações do relator e de Janot serão fundamentais para um desfecho sem pizza das investigações. Avalizadas as delações, cabe ao procurador utilizar o conteúdo dos mais de 800 depoimentos e acertar o momento em que pedirá o fim do sigilo do material. A primeira peneira entre os políticos citados pela Odebrecht ocorrerá na PGR. Janot enviará ao Supremo a lista de parlamentares e ministros de Estado contra os quais virão pedidos de aberturas de inquéritos ou eventuais denúncias. Todas as solicitações dependerão da caneta do novo relator.

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