Mais da metade das famílias joinvilenses têm dívidas, revela pesquisa - Política e Economia - Santa

Livre Mercado 06/01/2017 | 07h31

Mais da metade das famílias joinvilenses têm dívidas, revela pesquisa

Levantamento feito em dezembro pela Fecomércio mostra que indicadores se encontram em níveis de alerta

Mais de 50% das famílias joinvilenses estão comprometidas com dívidas. É o que aponta a última Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) feita em cinco cidades – Florianópolis, Joinville, Blumenau, Chapecó e Itajaí – e divulgada recentemente pela Federação do Comércio de Bens, Turismo e Serviços de SC (Fecomércio-SC). Os resultados são referentes ao mês de dezembro.

Entre as cidades pesquisadas, Florianópolis é a que tem o maior número de famílias endividadas (86,5%). Em segundo lugar, aparece Chapecó (51,6%); e, em terceiro, Joinville (50,4%). Em relação ao percentual de famílias com contas em atraso, Florianópolis também lidera, com 26,7%. Blumenau e Chapecó apresentam o menor percentual de inadimplentes. Joinville é a primeira colocada no quesito “famílias que não terão condições de pagar”, com 14%, e segunda colocada em “dívidas ou contas em atraso”, com 21,1% das famílias comprometidas.

Sobre o nível de endividamento, a percepção das famílias entrevistadas é de que elas “não têm dívidas desse tipo”. Em Joinville, 49,6% delas fizeram essa escolha, enquanto que 21,4% se consideram mais ou menos endividadas; 18,1%, pouco endividadas; e 10,9%, muito endividadas.

Em relação aos tipos de dívida, o cartão de crédito foi o principal agente causador do endividamento das famílias em dezembro. Florianópolis se destacou nesse quesito, com 69,3%; seguida por Itajaí, com 66,2%; e Joinville, com 52,2%. Os carnês, financiamentos de carro e de casa e o crédito consignado também aparecem na lista como agentes determinantes para as dívidas.

Para a Fecomércio, os resultados preocupam porque se encontram em níveis elevados. Todos os indicadores se encontram em níveis de alerta e as variações se devem muito à desaceleração da renda real das famílias, que teve queda de 3,6% no terceiro trimestre de 2016, comparado com o mesmo período de 2015.

Condor
Nesta sexta e sábado, o Condor Super Center realiza a 1ª edição de 2017 do Bom Dia Economia, que vai contar com ofertas em todos os setores da loja, que abrirá às 6 horas. A rede também oferece condições especiais de parcelamento no cartão de crédito e no carnê da loja.

Jaraguá Shopping
O Jaraguá do Sul Park Shopping, empreendimento administrado pelo Grupo Tenco, deve abrir uma academia e um boliche ainda no primeiro semestre deste ano. Os nomes ainda não foram divulgados. A Havan, que já opera no shopping, terá sua área ampliada em três vezes e ocupará cerca de 3 mil metros quadrados a partir de fevereiro.
Importados
As 18 marcas filiadas à Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeiva) comercializaram 35.852 unidades no ano passado, volume 40,2% inferior às 59.975 unidades vendidas em 2015. As projeções iniciais, anunciadas em janeiro, indicavam 39 mil unidades para o ano de 2016. Em relação aos veículos importados, a participação das associadas no mercado interno é de 1,80% no acumulado do ano.

Fortalecimento
Apesar da crise no setor automotivo, a sul-coreana Hyundai tem o que comemorar. Em 2016, a montadora vendeu 197.579 automóveis no mercado nacional, resultado que lhe garante a quarta colocação entre as maiores fabricantes no País, modificando pela primeira vez em 40 anos a composição do grupo que reunia Volkswagen, Chevrolet, Fiat e Ford. No comparativo com 2015, a queda nas vendas da Hyundai foi de 3,5%, bem menor à verificada no mercado total, que chegou a 20%. A Hyundai teve crescimento de participação no mercado, passando de 8% para 10%. A família de veículos HB20, fabricada em Piracicaba (SP), respondeu por 85% do volume comercializado no Brasil, totalizando 167.647 unidades.

BMW entre as maiores
Instalada há pouco mais de dois anos em Araquari, a fábrica da BMW no Brasil já figura entre as que mais exportam no País. Em 2016, a empresa comercializou mais de US$ 100 milhões para o mercado externo, o que a colocou em 141º no ranking nacional e em nono no estadual. Em Santa Catarina, está atrás da BRF (5ª colocada no Brasil), Cooperativa Aurora (44ª), WEG (56ª), Seara Alimentos (70ª), Fundição Tupy (87ª), Souza Cruz (95ª), Whirlpool (102ª) e Bunge Alimentos (127ª).

As variações do preço da gasolina
Se o preço médio do litro da gasolina recuou na última semana em Joinville, baixando de R$ 3,502 para R$ 3,427 – oscila entre R$ 3,279 e R$ 3,599 nos postos consultados na última semana de dezembro pela ANP –, em cidades próximas não se pode dizer o mesmo. Em Guaratuba, município paranaense situado na divisa com Santa Catarina que fica a pouco mais de 60 km de Joinville, alguns postos cobram R$ 3,99 pelo litro da gasolina, ou seja, R$ 0,40 a mais se comparado ao estabelecimento mais caro de Joinville. Isso significa que ao completar um tanque de 50 litros, o consumidor que estiver em Guaratuba vai pagar R$ 20 a mais.


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* O colunista Claudio Loetz está de férias e volta a escrever neste espaço no dia 10 de janeiro. Sugestões de notas e reportagens no período de ausência do colunista podem ser enviadas para o jornalista Jean Balbinotti pelo e-mail jean.balbinotti@an.com.br ou pelo telefone (47) 3419-2147.


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